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Clima econômico na América Latina cai 5% no trimestre até outubro, aponta FGV

Economia

Clima econômico na América Latina cai 5% no trimestre até outubro, aponta FGV

Rio - O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuou 5,00% no trimestre encerrado em outubro em comparação aos três meses até julho deste ano, para 70 pontos, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo. Antes, o índice trimestral estava nos 74 pontos.

A piora foi motivada pelo maior pessimismo em relação aos seis meses seguintes, enquanto as avaliações em relação à situação econômica presente dos países da região ficaram estáveis. O Índice de Situação Atual (ISA) permaneceu em 58 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou de 90 pontos para 82 pontos (-8,9%).

"A sondagem de outubro mostrou que a piora do clima econômico é comum a quase todos os países latinos que são destacados para análise. Apenas Chile e Argentina registraram melhora no ICE em relação a julho, mas ambos continuam em nível inferior à média, na fase desfavorável do ciclo econômico. Peru e Colômbia, que estavam em fase mais favorável, passaram para a região de avaliação negativa (abaixo de 100 pontos)", ressaltou a FGV, em nota.

Nos três meses até outubro, o ICE completou dez trimestres em que está abaixo de sua média histórica. Além disso, nenhum dos países investigados na América Latina está em nível favorável. No resultado divulgado hoje, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai pioraram. A Venezuela está estabilizada no ponto mínimo (20 pontos) desde meados de 2013.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países.

A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região. Para a edição até outubro de 2015, foram consultados 1.040 especialistas em 113 países. Na América Latina, foram 129 analistas ouvidos. A escala oscila entre o mínimo de 20 pontos e o máximo de 180 pontos. Indicadores superiores a 100 estão na zona favorável e abaixo de 100 na zona desfavorável.