Brasileiros vão gastar 13º mais com compras do que com dívidas

Economia

Brasileiros vão gastar 13º mais com compras do que com dívidas

Pesquisa aponta que 32% dos trabalhadores pretendem investir em presentes de Natal e 21% com os preparativos para o fim de ano

Foto: Agência Brasil

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, a crise econômica se agravou no Brasil, mas os efeitos negativos na economia aparentemente não desanimaram a população para as compras de fim de ano. Uma pesquisa da Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do instituto Offer Wise Pesquisas mostra que 32% dos trabalhadores querem usar o 13º salário para comprar presentes no natal e 21% desta parcela planejam gastar o dinheiro tanto no natal quanto no ano novo.

O levantamento foi feito com 968 pessoas dos 27 estados brasileiros e 30% destas querem economizar o dinheiro e outros 21% pretendem pagar as contas comuns de casa.

"Mesmo em um momento atípico, como da pandemia, que acarretou desemprego e insegurança, boa parte dos brasileiros deverão priorizar as compras em dezembro, o que trará uma importante movimentação para a economia do país”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

Porém, José César salienta a importância dos consumidores se atentarem ao excesso de gastos e o perigo de ficarem com dívidas que ultrapassem o orçamento.

“O consumidor deve definir um teto de gastos, priorizar as lembrancinhas e fazer muita pesquisa para evitar endividamentos", sugeriu, lembrando que no mês de janeiro alguns gastos extras podem aparecer. "O orçamento do início do ano normalmente já é apertado por causa dos pagamentos de impostos como IPTU e IPVA.”

A especialista em finanças da CNDL aponta que o uso do 13º na compra de presentes deve vir acompanhada de uma série de cuidados, devido a falta de previsão sobre até quando o período de pandemia vai durar.

“O cenário de incertezas deve servir de alerta para o consumidor, já que a crise gerada pela pandemia deverá acompanhar os brasileiros no próximo ano. O ideal é fugir de parcelamentos longos para não sobrecarregar as contas de início de ano. A dica é pesquisar preços e negociar descontos a vista”, destaca Merula Borges.

Os dados da pesquisa também mostraram que 54% dos entrevistados pensam em fazer bicos ou outras atividades para conseguir um dinheiro extra do fim do ano e, com isso, ter mais segurança para a compra dos presentes. Os 968 entrevistados tinham mais de 18 anos. A pesquisa considera uma margem de erro de até 4% e intervalo de confiança de 95%.

* Com informações do Portal R7