Confira 6 dicas para economizar nas contas e fechar o mês no azul

Economia

Confira 6 dicas para economizar nas contas e fechar o mês no azul

Especialista dá dicas para reduzir as contas. Veja também como condomínios estão inovando para reduzir os custos para os moradores

Bianca Santana Vailant

Redação Folha Vitória
Foto: Agência Brasil

Quanto você gasta, por mês, com as contas básicas de casa? Água, energia, alimentação, transporte. A lista de despesas é extensa, e os valores pagos para cada serviço estão cada vez mais altos.

Na tentativa de driblar os constantes aumentos, muitas pessoas tentam desenvolver estratégias para economizar. Para te ajudar a fechar o mês com as contas no azul, a reportagem do Folha Vitória procurou quem entende do assunto.

O economista, Eduardo Araújo, listou 6 dicas para você colocar em prática na sua casa. Confira:

1- Organização do orçamento

De acordo com o especialista, o primeiro passo é colocar as contas no papel. “Isso permite a cada família identificar onde estão ocorrendo gastos elevados, se há desperdício, ou se há alguma alternativa para ampliar fonte de renda extra, por exemplo”, disse.

Eduardo Araújo explicou que o ideal é que o orçamento esteja programado para gerar uma economia mensal de 10% a 20%.

“Por exemplo, quem recebe R$ 2.000 por mês deveria programar as despesas de no máximo R$ 1600. Essa economia de R$ 400 é utilizada como reserva de emergência ou para programar alguma compra para o futuro”, disse.

2- Aplicativos podem ajudar

De acordo com Eduardo, nas compras de supermercado e de farmácia, o aplicativo "Menor Preço Brasil", possibilita identificar onde estão sendo praticados menores preços de produtos que são vendidos com nota fiscal eletrônica.

“Se você vai comprar um remédio numa farmácia que custa R$ 100, você pode encontrar o mesmo produto por R$ 70 em outros lugares. O aplicativo mostra também a distância que esse produto está do consumidor, então é possível avaliar se vale a pena o deslocamento”, explicou.

3- Economia com serviços bancários

O economista afirmou que todos os bancos são obrigados por lei a oferecer uma modalidade de "pacote básico" de serviços sem cobrança de tarifa.

“Além disso, há diversos bancos que oferecem contas digitais gratuitas, com vantagem de lhe permitir fazer saques infinitos sem cobrança de tarifa extra”, disse.

4- Telefone fixo

Eduardo explicou que, em casos de contas mais simples, que cobrem uma média de 40 reais por mês, a economia com o cancelamento poderia chegar a quase 500 reais por ano.

“Muitas pessoas mantêm a conta de telefone fixo e, ao mesmo tempo, utilizam o celular. Embora muitas empresas de telefonia criem dificuldades para fazer o desligamento, esse tipo de cancelamento de serviço pode gerar uma economia de quase R$ 500 por ano”, disse.

5- Pacote de internet

Neste quesito, segundo o economista, a dica é apostar no poder de negociação e buscar as melhores ofertas do mercado.

“Há concorrência nesse mercado. As empresas estão sempre oferecendo vantagem para conseguir atrair novos clientes. Uma boa alternativa é comparar o preço do serviço com o concorrente e, em seguida, negociar com a empresa que mantém seu serviço. Dizer que vai cancelar o serviço já cria uma possibilidade de obter desconto em muitos casos”, orientou.

6- Reajuste de aluguel

O IGP-M acumula alta de 16% no ano. Isso significa que muitos consumidores estão sofrendo com reajuste elevado de contrato. Por outro lado, segundo o economista, a crise econômica atual também tem levado ampliar o número de imóveis desocupados.

“Isso cria uma oferta significativa de novos imóveis para aluguel e favorece novas negociações. Negociar para evitar sofrer um reajuste elevado e, se for o caso, buscar novas alternativas que caibam dentro do orçamento pode ser uma alternativa para economizar”, disse.

Abandonar a máquina de lavar pode gerar grande economia 

Antes de mais nada, é preciso pensar em quanto se gasta lavando roupas. De acordo com uma pesquisa da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) com a Universidade de Michigan, em média, 21% do valor da conta de água doméstica dos brasileiros vem da lavagem de roupas.

Além disso, um outro estudo da Sabesp, desta vez com a Associação Nacional de Empresas de Lavanderia (ANEL), mostrou que usar lavanderias pode significar uma economia de 40% no consumo de água e 21% no gasto de energia elétrica.

Criatividade, inovação e compartilhamento: Empresas pensam em estratégias para diminuir os gastos em condomínios do ES

Economia para o condomínio e para o morador, essa é a estratégia de uma construtora de Vila Velha. 

De acordo com o gerente da De Castro, Diego Oliveira, pensar em economia vai desde um simples reaproveitamento de água da chuva, até espaços compartilhados nas áreas comuns dos prédios.

“Nós já pensamos em economia para os moradores desde 2008, quando construímos o primeiro prédio com energia solar nos chuveiros, reaproveitamento de água da chuva e dos drenos de ar condicionado para limpeza de áreas comuns e estimulamos a troca de óleo usado para fabricação de sabão para o condomínio”, afirmou.

De uns anos para cá, as soluções ficaram ainda mais modernas e criativas. A mais recente passa pelo campo dos compartilhamentos.

Além de espaços de trabalho e objetos comuns - como bicicletas e espaços de coworking - a construtora investiu em lavanderias compartilhadas.

A estratégia, segundo o economista, Eduardo Araújo, pode representar uma economia real para os moradores que escolherem aderir ao compartilhamento. 

“Essa modalidade de compartilhamento de serviços é uma solução inovadora para reduzir custos”, disse.

Ele citou dois motivos principais para a economia. Veja:

1- Desempenho melhor e mais eficiência: 

“O uso de uma máquina de lavar e secar profissional tende a ter um desempenho superior do que o dos equipamentos convencionais. Tanto no que se refere ao consumo de energia, como também de água e de material de limpeza”, disse.

2- Economia na compra e manutenção de equipamentos:

“As famílias, ao optarem por essa modalidade, não precisarão investir na aquisição ou troca de máquina de lavar e secar, que normalmente são mais caras”, pontuou.

Entenda como vai funcionar o compartilhamento desses espaços

O condomínio irá contar com um espaço onde serão disponibilizadas máquinas de lavar e secar roupas. Além disso, por ser uma parceria com a OMO Lavanderia Compartilhada, os produtos de limpeza também serão fornecidos para o morador.

“Apenas o morador que utilizar as máquinas paga um pequeno valor, no nosso caso com a parceria com a Omo é de aproximadamente R$ 12 reais por ciclo, e tudo já vai estar incluso: água, energia, manutenção dos equipamentos e todos os produtos de limpeza, sem nenhum custo adicional para ser diluídos na taxa de condomínio”, explicou

Como o espaço será compartilhado, o gerente afirma ainda que será possível economizar a água evitando o desperdício nos apartamentos.