Aumenta incerteza das empresas sobre seus planos de investimento, diz FGV

Economia

Aumenta incerteza das empresas sobre seus planos de investimento, diz FGV

A Sondagem dos Investimentos revela que o porcentual de entrevistados da indústria que consideram o "grau de certeza" sobre seus planos como "certo" caiu de 52,4% para 34,5%

Redação Folha Vitória
 Indicador de Intenção de Investimentos atingiu 84,9 pontos no quarto trimestre Foto: Divulgação

Rio - O Indicador de Intenção de Investimentos atingiu 84,9 pontos no quarto trimestre, o menor nível da série iniciada no terceiro trimestre de 2012, mas a incerteza sobre os planos de investimentos é tão grande que notícias positivas sobre a crise política, no médio prazo, poderiam dar a senha para alguma retomada, na avaliação de Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A Sondagem dos Investimentos, divulgada nesta quinta, 10, pela FGV, revela que o porcentual de entrevistados da indústria que consideram o "grau de certeza" sobre seus planos como "certo" caiu de 52,4%, no quarto trimestre de 2014, para 34,5% agora. A maioria dos que responderam passou a classificar seus planos como "quase certo".

O indicador é pior no setor da construção. As empresas do setor que consideram seus planos de investimentos "incertos" saltaram para 44,2% do total neste quarto trimestre, ante 28,3% um ano atrás.

"Numa condição normal, quando aumenta a incerteza, as empresas revisam investimentos para baixo. Agora, com a confiança no fundo do poço e muita incerteza, aumentam as chances de haver revisões, para cima ou para baixo", afirmou Campelo.

Para o especialista, "notícias favoráveis", como mudanças no cenário que permitissem maior equilíbrios nas relações entre Executivo e Legislativo, abririam espaço até para revisões para cima. O Ibre/FGV projeta que os investimentos cairão 11,9% neste ano e seguirão no terreno negativo no próximo ano.