Líder do governo diz que posição do PSB sobre Previdência gera ruído na base

Economia

Líder do governo diz que posição do PSB sobre Previdência gera ruído na base

Redação Folha Vitória

Brasília - O líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou nesta segunda-feira, 12, que a posição do PSB de obstruir a votação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está gerando "ruído" na base aliada.

"A posição do PSB gera um ruído na base que não é bom", afirmou Moura. Segundo ele, há uma cobrança de outras legendas aliadas, porque o partido tem ministérios - atualmente a sigla comanda Minas e Energia, com o deputado federal Fernando Filho (PE). "É necessário rever esse posicionamento do PSB", afirmou.

Como mostrou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o PSB é um dos partidos da base que se juntaram à oposição para obstruir a votação da admissibilidade da PEC da previdência. O discurso é de que o governo deve deixar a discussão sobre o tema para 2017. O PSB tem oito integrantes na CCJ, sendo quatro titulares e quatro suplentes.

Para o líder do governo, a justificativa do PSB "não é plausível". "Estamos discutindo apenas a admissibilidade", argumentou Moura. Ele disse que já assumiu compromisso com as centrais sindicais de fazer um "debate amplo" sobre a PEC na comissão especial, que deve ser criada logo após a aprovação da admissibilidade na CCJ.

Moura afirmou que se comprometeu com as centrais, por exemplo, de que o futuro relator da PEC no colegiado especial - provavelmente o deputado Arthur Maia (PPS-BA) - não apresentará seu parecer após a 11ª sessão da comissão, quando regimentalmente já poderia apresentará.

A previsão do governo é instalar a comissão especial antes do início do recesso, em 23 de dezembro. O colegiado terá até 40 sessões plenárias para concluir seus trabalhos, ou seja, para discutir a proposta e votar o parecer do relator sobre o mérito da matéria.

Admissibilidade

Nesta segunda-feira, 12, o governo tenta mobilizar a base para conseguir realizar sessão da CCJ para leitura do parecer pela admissibilidade da PEC da Previdência pelo relator, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS). A oposição e deputados da base contrários à proposta, porém, já começaram a obstrução.

Para tentar provocar o cancelamento da sessão, opositores da matéria não estão registrando presença no painel eletrônico da CCJ. Até 14h45, somente 21 deputados tinham registrado - são necessários, no mínimo, 34 presenças para que os trabalhos possam ser abertos.