'Previdência não será votada na Câmara neste ano de jeito algum', diz Ramalho

Economia

'Previdência não será votada na Câmara neste ano de jeito algum', diz Ramalho

Redação Folha Vitória

Brasília - O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), previu nesta quarta-feira, 6, que a reforma da Previdência não será votada na Casa "de jeito nenhum" neste ano. Do mesmo partido do presidente Michel Temer, ele previu que o governo só tem hoje 160 votos, sendo metade por convicção e a outra em razão de "arranjos" e costuras políticas do governo.

"(A Câmara) não irá votar a reforma este ano de jeito nenhum. Tem chance de votar no próximo ano, através de uma conversa, de convencimento, e não da força", disse. Ele criticou a decisão do próprio partido, o PMDB, que deve fechar questão para tentar obrigar os deputados a votarem a favor da matéria. "Você tem que conquistar as pessoas conversando, não obrigando", disse.

Ramalho anunciou que votará contra a reforma. "Vou votar de acordo com a minha consciência. Não fui eleito para fechar questão. Não aceito forca no meu pescoço", declarou. O peemedebista ainda desafiou seu partido a puni-lo com a expulsão por votar contra a orientação da legenda. "Será que eles vão querer expulsar o 1º vice-presidente da Câmara? Será que eles têm altura para isso?", afirmou.

Com uma bancada de 16 deputados, o PTB anunciou nesta quarta-feira, 6, que fechou questão para obrigar seus deputados a votarem a favor da reforma. Ainda nesta quarta-feira, será a vez da executiva nacional do PMDB, maior partido da Câmara, com 60 deputados, deliberar sobre fechamento de questão. O governo espera que outros partidos sigam o exemplo do PMDB e também fechem questão.