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Vinte anos do Plano Real: apesar da inflação, poder aquisitivo do brasileiro aumentou, defende especialista

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Economia

Vinte anos do Plano Real: apesar da inflação, poder aquisitivo do brasileiro aumentou, defende especialista

O real já passa pela sua segunda família. Na primeira delas, lançada em 1994, as características eram semelhantes em todas as moedas, com alteração somente dos tamanhos

Entre o cruzado e o real, outras três moedas diferentes passaram pelos bolsos dos brasileiros Foto: ​Divulgação

Há exatos 20 anos começavam a circular no país, as primeiras cédulas do Real. Lançado em 1994, durante o governo de Itamar Franco (1992-1994), o Plano Real foi um programa de estabilização econômica que se destina a controlar a hiperinflação. Antes da moeda brasileira Cruzeiro mudado para real, o país teve a Unidade Valor Real ("VRU"), uma moeda virtual projetado para ajudar na transição. Fernando Henrique Cardoso era ministro da Fazenda na época, e tomou posse no ano seguinte. Ele governou o Brasil por dois mandatos, até 2002. 

E desde a  a criação do Plano Real, o salário mínimo do trabalhador brasileiro subiu 1.019,2%. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pelo Instituto Assaf. Segundo o levantamento, se descontada a inflação deste período, a alta se reduz a 146%. Os dados apontaram ainda que houve aumento real do poder de compra dos salários, mesmo com a inflação corroendo boa parte dos reajustes. Em 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79 e hoje é R$ 724.

Segundo o professor de economia da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Marcio Pereira Nunes, mesmo com o desconto da inflação, um ganho de 146% ao ano é significante. “Essa alta em 20 anos significa um reajuste de 4,60% ao ano, mais a reposição da inflação, não é nada mal para os padrões brasileiros. Trata-se de ganho real de poder de compra acima do reajuste de preços no período, mesmo com a inflação corroendo boa parte dos reajustes. Neste caso, podemos dizer que o plano trouxe aumento de poder aquisitivo da população como um todo”, explica o especialista.

De acordo com ele, o PIB per capita com base em 2010, demonstra uma expansão da produtividade para todo o período de 32,40%. “Assim, usando o PIB per capita como uma proxy, um valor aproximado para se obter um dado que ainda não está disponível, para a produtividade, o resultante é um ganho efetivo do reajuste do salário mínimo. Tanto pela ótica do aumento do poder de compra, quanto pela da produtividade, o salário mínimo teve ganhos efetivos ao longo dos últimos 20 anos”, finaliza.

Moedas e cédulas

Entre o cruzado e o real, outras três moedas diferentes passaram pelos bolsos dos brasileiros, todas elas com a mesma intenção: conter a inflação que tanto prejudicava a população nacional. Assim, o cruzado foi aceito até o cruzado novo entrar em circulação (1989 – 1990). A moeda foi ainda substituída pelo cruzeiro (1990 – 1993), cruzeiro real (1993 – 1993) e, finalmente, pelo real (1994). Na ocasião, R$ 1 tinha valor equivalente a 2.750 cruzeiros reais.

O real já passa pela sua segunda família. Na primeira delas, lançada em 1994, as características eram semelhantes em todas as moedas, com alteração somente dos tamanhos. Já na segunda família, as moedas colocadas no mercado em 2002, ganharam cores diferentes e brilho adicional.
Já na parte das cédulas, a reformulação aconteceu em 2010, quando entraram em circulação as novas notas de R$ 50 e R$ 100.  Dois anos mais tarde foram reformuladas as notas de R$ 10 e R$ 20. As cédulas de R$ 5 e R$ 2 foram as últimas novidades e entraram no bolso da população, em 2013.

Apesar da modificação, as moedas emitidas na primeira geração continuam aceitas, com exceção dos extintos R$ 0,01 (moeda) e R$ 1,00 (cédula), que foi substituído pela moeda com borda dourada, devido ao custo que diminuí devido à maior durabilidade das moedas. (Com informações da Agência Brasil e Do R7)