
O Estado pode ganhar, em breve, uma unidade para envasar azeite da marca Gallo. Os executivos da NOVA ES, agência de atração de investimentos capixaba, receberam a CEO da Gallo Brasil, Cristiane Souza. Ela estava com o empresário capixaba Juscelino Júnior, para dar início às conversas sobre a instalação da primeira planta de envase da marca de azeites no Brasil. O empresário adquiriu uma fábrica de envase de azeites em Colatina. Ou seja, o local está pronto para abrigar a marca portuguesa. Ainda não há sinalização de valores de investimento.
Durante a reunião, a NOVA ES apresentou destacou o modelo “one stop shop”, ou seja, que oferece múltiplos produtos ou serviços em um único local. Nesse sentido, o modelo integra informações, articulação institucional e apoio técnico ao investidor ao longo de todo o processo de avaliação e implantação de novos projetos.
O Espírito Santo foi apresentado como um hub logístico estratégico, especialmente competitivo para operações de envase e distribuição. Isso porque o Estado está em um raio que concentra cerca de 60% do PIB brasileiro. Ou seja, joga a favor a infraestrutura portuária, acesso eficiente aos principais mercados consumidores do país e uma posição geográfica privilegiada. Para produtos de alto giro como os azeites, isso é ouro.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da NOVA ES, Alexandre Malta, “o encontro reforça o potencial do Espírito Santo como destino para investimentos industriais e logísticos de grande relevância”. As tratativas seguem em fase inicial.
Gallo vende 60% da produção no Brasil
A Gallo consolidou o Brasil como seu principal mercado global, já que o país responde por cerca de 60% do faturamento total da tradicional marca portuguesa, fundada em 1919. Líder no país, a empresa detém aproximadamente um terço do mercado brasileiro de azeites, embora não divulgue números de volume comercializado.
A produção e o envasamento destinados ao Brasil são concentrados em Portugal, na unidade de Abrantes. A companhia não informa publicamente o número total de fábricas em operação no mundo nem o faturamento detalhado da operação brasileira.
Nos últimos anos, a Gallo vem ampliando sua estratégia no Brasil com a diversificação do portfólio e maior foco em produtos de maior valor agregado. A meta declarada pela companhia é dobrar o volume de negócios no país em um horizonte de cinco anos. E o Espírito Santo pode fazer parte, definitivamente, da estratégia da indústria portuguesa.