Roney Cosendey, CEO da Drogaria Santa Lúcia. Foto: Drogaria Santa Lúcia/Divulgação
Roney Cosendey, CEO da Drogaria Santa Lúcia. Foto: Drogaria Santa Lúcia/Divulgação

Roney Cosendey, da Drogaria Santa Lúcia, foi reconhecido na categoria Farmácia na pesquisa Líder Empresarial 2025. Rede capixaba com quase 50 anos, a Santa Lúcia nasceu em 1976, foi pioneira em serviços como entrega em domicílio, venda de genéricos, Farmácia Popular e expandiu canais com e-commerce, drive-thru, WhatsApp e apps de delivery.

Hoje, a rede soma 53 lojas em 11 municípios, mantendo atendimento próximo e inovador como marca registrada.

Drogaria Santa Lúcia. Foto: Drogaria Santa Lúcia/Divulgação

O tema de Líder Empresarial deste ano é “Tradição se renova com excelência”. O que tem de tradição, de renovação e de excelência na sua liderança?

Na trajetória da nossa empresa, tradição significa respeito à história, aos valores de vida e ao compromisso com o cuidado à saúde. Essa base cultural é o que queremos preservar.
Renovação, por sua vez, expressa nossa determinação em incorporar tecnologia, novas metodologias de gestão e modelos operacionais mais ágeis, garantindo que a empresa evolua sempre.

O segredo está na execução: processos claros, metas que estimulam, meritocracia e foco absoluto na experiência do cliente. O principal papel de um líder é manter o equilíbrio entre o que nos trouxe até aqui e antecipar o que nos levará mais longe.

O que você preservou (e ainda preserva) do legado da empresa que você lidera e o que reformulou ao longo do tempo para elevar o padrão?

Preservamos o propósito de servir à comunidade por meio de uma operação confiável, ética e humana. A relação de proximidade com o cliente é fundamental em nosso negócio. O que reformulamos foi a estrutura de gestão, que hoje funciona com governança mais robusta, indicadores de performance claros e tomada de decisão baseada em dados. Profissionalizamos processos, ampliamos canais digitais, revisamos o modelo de expansão e buscamos sempre melhorar a experiência de compra. Assim, mantivemos o legado, mas com um nível de competitividade muito superior.

Que prática de gestão virou ritual na sua organização e que ajuda a explicar seu reconhecimento como liderança no seu segmento?

Transformamos a cultura de indicadores e aprendizagem contínua em um ritual organizacional. Conduzimos reuniões de performance, nas quais os gestores das áreas estratégicas apresentam resultados operacionais, comerciais e financeiros. Além disso, instituímos rituais de proximidade com as lojas, incluindo visitas frequentes, escuta ativa das equipes e debate estruturado sobre boas práticas. Esses rituais criam alinhamento, velocidade de resposta e senso de unidade.

Qual risco uma liderança de excelência aceita e qual nunca aceitaria? O que é negociável e inegociável na sua gestão?

Aceitamos riscos que promovam inovação, eficiência e crescimento sustentável. Testar novos formatos, investir em tecnologia e experimentar modelos de negócio são riscos calculados que fazem parte da evolução da empresa. O risco que jamais aceitaria é aquele que compromete a integridade, a segurança do consumidor, a ética ou a conformidade legal.

Negociável é a forma – processos, métodos e caminhos podem ser revistos. Inegociável são os valores: ética, respeito e transparência.

E como você forma líderes abaixo de você? Quais são os critérios e atributos que mais incentiva e desenvolve?

Desenvolvemos líderes pelo exemplo, pela responsabilidade delegada e por meio de um modelo estruturado de gestão de talentos. Incentivamos atributos como disciplina, visão estratégica, capacidade de execução, pensamento analítico, empatia e senso de dono.

Valorizamos líderes que entregam resultados de forma consistente e, ao mesmo tempo, fortalecem a cultura da empresa – líderes que inspiram confiança e são capazes de traduzir estratégia em rotina operacional.

O principal papel de um líder é manter o equilíbrio entre o que nos trouxe até aqui e antecipar o que nos levará mais longe.

Qual o papel da liderança para conduzir a empresa e liderados em relação a temas atuais, como ESG, diversidade, saúde mental e gestão pautada nas pessoas?

A liderança tem a responsabilidade direta de tornar esses temas parte da estratégia corporativa, e não apenas discursos. Em nossa empresa, ESG é incorporado ao planejamento, diversidade é tratada como vantagem competitiva, saúde mental é pauta permanente e gestão orientada às pessoas é um pilar da cultura. Cabe ao líder garantir coerência entre discurso e prática.

Se você tivesse que ensinar uma única regra de liderança, qual seria?

Lidere com paixão, propósito e coerência. Pessoas seguem líderes cujo discurso se confirma nas decisões, nas atitudes e na forma como constroem resultados.