Sergio Carone, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Carone. Foto: Grupo Carone/Divulgação
Sergio Carone, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Carone. Foto: Grupo Carone/Divulgação

Vice-presidente comercial e de operações do Grupo Carone, detentor do Sempre Tem, Sergio Carone lidera uma operação que equilibra tradição e modernização em um dos segmentos mais competitivos do varejo. Presente no Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro, a rede tem como pilares preços competitivos, variedade de produtos e atendimento próximo ao cliente.

Em 2025, ao completar oito anos de história, o Sempre Tem celebrou uma de suas principais conquistas com a inauguração da décima loja, na Barra do Jucu, em Vila Velha, no fim de novembro, reforçando uma trajetória de crescimento sustentado.

Para 2026, a expectativa é avançar em novos ciclos de expansão, fortalecer parcerias, gerar empregos e manter o compromisso de oferecer o melhor atendimento aos clientes.

Sempre Tem. Foto: Grupo Carone/Divulgação

O tema de Líder Empresarial deste ano é “Tradição se renova com excelência”. O que tem de tradição, de renovação e de excelência na sua liderança?

Na minha liderança, a tradição vem dos valores familiares e do cuidado com o cliente, que nunca mudam. A renovação surge com tecnologias e processos mais ágeis. A excelência está nos resultados consistentes e na dedicação da equipe.

O que você preservou (e ainda preserva) do legado da empresa que você lidera e o que reformulou ao longo do tempo para elevar o padrão?

Preservo a cultura de proximidade com os colaboradores e a inovação no sortimento de produtos. Reformulei a cadeia de suprimentos e a digitalização, para trazer mais eficiência e crescimento sustentável.

Que prática de gestão virou ritual na sua organização e que ajuda a explicar seu reconhecimento como liderança no seu segmento?

Temos um ritual semanal de alinhamento com os gerentes: revisamos metas, trocamos feedbacks e fazemos ajustes. Isso cria agilidade e um senso real de responsabilidade.

Qual risco uma liderança de excelência aceita e qual nunca aceitaria? O que é negociável e inegociável na sua gestão?

Aceito riscos em inovações, sempre com testes controlados. Nunca aceito comprometer a ética ou a segurança das pessoas. Táticas operacionais são negociáveis; integridade e foco no cliente, jamais.

E como você forma líderes abaixo de você? Quais são os critérios e atributos que mais incentiva e desenvolve?

Segundo meus liderados, formo líderes com mentoria prática e rodízio de responsabilidades. Valorizo resiliência e visão estratégica. Desenvolvo especialmente a capacidade de decidir sob pressão e a empatia.

Nunca aceito comprometer a ética ou a segurança das pessoas. Táticas operacionais são negociáveis; integridade e foco no cliente, jamais.

Qual o papel da liderança para conduzir a empresa e liderados em relação a temas atuais, como ESG, diversidade, saúde mental e gestão pautada nas pessoas?

A liderança tem o papel central de tornar esses temas parte do DNA da empresa, não só políticas no papel. Integro ESG no cotidiano, como redução de desperdício em nossas lojas e parcerias sustentáveis com fornecedores locais. Promovo diversidade de forma ativa, com treinamentos e promoções inclusivas, valorizando perfis variados que enriquecem nossa operação. Na saúde mental, criamos canais abertos de ouvidoria e programas de suporte psicológico, especialmente pós-pandemia, reconhecendo que colaboradores equilibrados rendem mais. Tudo isso sob gestão pautada nas pessoas: escuto, desenvolvo e celebro conquistas, porque no varejo, o sucesso vem de equipes engajadas que veem propósito no trabalho.

Se você tivesse que ensinar uma única regra de liderança, qual seria?

Lidere pelo exemplo: as ações sempre falam mais alto que as palavras. Dedicação nos momentos difíceis, ética em decisões duras e generosidade no reconhecimento. Essa regra simples constrói confiança duradoura e resultados reais, mais que qualquer discurso.