
O salário médio do setor de petróleo e gás do Espírito Santo é de R$ 9.225,14, quase 7% superior à média nacional. Assim, o Estado concentra a 2ª maior média salarial no país. Fica atrás apenas do Rio de Janeiro.
Os dados são da 8ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural do ES, do Observatório Findes.
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O presidente da Findes, Paulo Baraona, disse que a indústria de petróleo e gás é um segmento que tem investido no Espírito Santo. Além disso, o setor tem uma cadeia de fornecimento com empresas e com os empregos com os melhores salários do país.
“Tanto que o ES é o estado que tem a maior média salarial do setor, ficando acima da média nacional. As empresas instaladas no Espírito Santo valorizam muito ter uma mão de obra qualificada e isso significa boas oportunidades para quem quer trabalhar”, apontou o presidente.
De acordo com Baraona, o salário médio mais elevado pode ser atribuído à presença de atividades de alto valor agregado. Por exemplo, a exploração e produção, que demandam profissionais com maior qualificação e experiência.
“O Senai vem capacitando diariamente milhares de trabalhadores para atuar neste e em outros segmentos da indústria capixaba. Precisamos de profissionais qualificados!”, afirmou Baraona.
Empregos no setor
De acordo com a Findes, a indústria do petróleo e gás no Espírito Santo empregou mais de 15 mil trabalhadores formais, o que representou 1,4% do total de empregos do Estado nesse mesmo ano.
Já em nível nacional, essas atividades foram responsáveis por 503.897 vínculos formais, sendo a cadeia de petróleo e gás capixaba responsável por 3% dessa parcela de trabalhadores.
Quanto à remuneração, os profissionais da cadeia produtiva do óleo e gás no Espírito Santo receberam, naquele ano, um salário médio de R$ 9.225,14, enquanto a média nacional foi de R$ 8.625,72. A diferença é de quase 7% na remuneração recebida pelos empregados no Espírito Santo, quando comparada com a média do restante do país. A diferença reflete não apenas a valorização da mão de obra no Estado, mas também a complexidade e a especialização das atividades desenvolvidas nessa indústria. Marília Silva, gerente-executiva do Observatório da Indústria e economista-chefe da Findes, .
Segundo o Anuário, os profissionais do Espírito Santo estão distribuídos em mais de 600 empresas formais atuantes na cadeia produtiva de petróleo e gás natural. Isso corresponde a 2,2% de todas as empresas do segmento no país.
Entre os segmentos que compõem essa cadeia, as Empresas Fornecedoras detinham a maior concentração, representando 81,9% do total no ES, seguido pelas empresas que operam no segmento de Abastecimento (9,6%), Exploração e Produção (6,4%), Petroquímicos (1,1%) e Derivados de Petróleo (1,0%).
Em 2023, a cadeia produtiva do petróleo e do gás natural capixaba cresceu 8,3%, com destaque para o elo da Cadeia Fornecedora que adicionou 33 novas empresas, um crescimento de 7%.
Cálculo da média salarial
O cálculo da média salarial leva em consideração a média dos salários das atividades dos cinco elos da cadeia produtiva de petróleo e gás presentes no Espírito Santo, tendo como base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2023) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Assim, após reunir os dados, é feita a média salarial por Estado.
Cinco elos da cadeia produtiva do petróleo e gás no Estado
- Exploração e produção (composta pelas atividades de extração de petróleo e gás natural e suas atividades de apoio);
- Derivados de petróleo (atividades relacionadas ao processamento do petróleo e do gás natural);
- Abastecimento (processos de transformação e comercialização dos produtos de petróleo e gás);
- Petroquímicos (ramo da indústria química que usa o petróleo e gás natural como insumo);
- Cadeia fornecedora, onde estão inseridas as atividades industriais que fornecem produtos e serviços específicos para as atividades de exploração e produção.
O gerente de ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr, explicou que a segmentação foi estruturada com base na realidade produtiva do Espírito Santo, refletindo as atividades efetivamente presentes no Estado.
A cadeia produtiva de petróleo e gás capixaba não contempla todas as etapas presentes na nacional. No Brasil, por exemplo, existem elos adicionais como o refino. Assim, a cadeia produtiva de petróleo e gás no Espírito Santo é uma adaptação da cadeia nacional, moldada de acordo com as vocações regionais, mas integrada ao complexo energético brasileiro. Essa adaptação nos permite comparar dados, como salário e empregos, do ES com outros Estados usando os mesmos critérios. Nathan Diirr, gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes.