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Clarinestista Louis Sclavis explora novos modelos decomposição em novo álbum

Entretenimento

Clarinestista Louis Sclavis explora novos modelos decomposição em novo álbum

São Paulo - O clarinetista francês Louis Sclavis é um dos mais inquietos e criativos músicos da cena improvisada internacional. Aos 62 anos, é um virtuose reconhecido do clarone, o mais grave instrumento da família dos clarinetes. Combina sólida formação clássica com muita experiência no jazz convencional e, sobretudo, nos movimentos mais radicais de experimentação. Nos últimos vinte anos, decolou para aventuras que não admitem rótulos. Fez, por exemplo, tributos a Rameau, o grande compositor francês do século 18; ao pintor Ernest Pignon-Ernest; e ao diretor de cinema mudo Charles Vanel, entre outros.

Grava para a ECM há muitos anos, é um dos músicos preferidos do produtor Manfred Eicher. Com seu grupo atual, que chamou sintomaticamente de Trio Atlas, deixa-se levar pelas disposições musicais de seus parceiros, a fim de explorar novos modelos de composição. A originalidade já começa pela instrumentação: o guitarrista Gilles Coronado e o pianista Benjamin Moussay. Agora, o trio vira quarteto com a chegada do percussionista iraniano Kevyan Chemirani. Chemirani é um virtuose do zarb ou tombabk, instrumento milenar tradicional iraniano.

Em Silk and Salt Melodies (ECM, download por 10,99 em iTunes), este quarteto de exceção parte muitas vezes de ritmos iranianos para viagens musicais inesperadas. Como diz Louis Sclavis, a música contemporânea aventureira pode e deve navegar por diferentes tradições musicais, de um ou outro jeito complementares entre si: "Meu desejo foi fazer uma rota imaginária, nômade, pela Ásia Central. Quero ainda evocar a ideia da emigração na história do mundo". As saborosas e inventivas viagens sonoras do grupo ora se afastam muito, ora retornam ao universo do jazz. O CD foi gravado no Estúdio La Buissonne, perto da cidade francesa de Avignon, em março do ano passado.

Os títulos brincam com a geografia (L’homme Sud), natureza (L’Autre Rive, Sel et Soie) e mergulham na contagiante Dance for Horses. Uma interação notável, onde as diferenças sobressaem nos solos complexos porém sempre emocionantes de Sclavis, vibrantes e diretos de Coronado, tudo regado pela percussão minimalista de Chemirani.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.