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Grupo Especial: MUG e Boa Vista são favoritas ao título; Imperatriz do Forte e São Torquato brigam contra o rebaixamento

CARNAVAL 2020

Entretenimento

Grupo Especial: MUG e Boa Vista são favoritas ao título; Imperatriz do Forte e São Torquato brigam contra o rebaixamento

Todas as agremiações foram avaliadas em nove quesitos pelos 27 julgadores divididos em três módulos ao longo da avenida

Gustavo Fernando

Redação Folha Vitória
Foto: Vitor Machado

As escolas do Grupo Especial do Carnaval de Vitória proporcionaram aos foliões um verdadeiro espetáculo e encantaram o Sambão do Povo com grandes alegorias, muito luxo e baterias repletas de criatividade. 

Os maiores destaques da noite foram a Mocidade Unida da Glória (MUG), com o enredo “Oby: O Imaculado Santuário das Lendas”, e a Boa Vista, atual campeã, que busca o bicampeonato com o enredo em homenagem a música capixaba. Unidos da Piedade, Novo Império, Jucutuquara, São Torquato e Imperatriz do Forte também desfilaram na passarela do samba. 

Todas as agremiações foram avaliadas em nove quesitos pelos 27 julgadores divididos em três módulos ao longo da avenida: Bateria, Samba-Enredo, Harmonia, Evolução, Enredo, Alegorias e adereços, Fantasias, Comissão de Frente e Mestre-Sala e Porta-Bandeira. A última colocada será rebaixada para o Grupo de Acesso, do qual sobe uma agremiação. Confira o resumo dos desfiles:

UNIDOS DA PIEDADE

A Piedade, apontada como uma das favoritas ao título no pré-carnaval, acabou tendo  problemas ao longo do desfile e, apesar da interessante estética desenvolvida pelo carnavalesco Paulo Balbino, está fora da briga pela primeira colocação. Um dos problemas foi o desmaio da primeira porta-bandeira, Layli Rosado, próximo à segunda cabine julgadora. Além disso, a agremiação ultrapassou o tempo regulamentar e deverá perder mais alguns décimos. 

Entre os pontos positivos do desfile estão a comissão de frente e o interessante conjunto de fantasias. Imponente e bem-acabado , o carro abre-alas logo transportou o público para o universo de fé e devoção que a comunidade quis retratar. E como não falar da bateria comandada pelo Mestre Tereu, que defendeu o poético samba-enredo brilhantemente ao longo do desfile.

Carnavalesco: Paulo Balbino
Intérprete: Danilo Cezar
Mestre de Bateria: Mestre Tereu
Rainha: Rose Oliveira
Coreógrafo da comissão de frente: Paulo Balbino e Eliza Coelho
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Luzimar Luz e Layli Rosado

UNIDOS DE JUCUTUQUARA

Disposta a reviver os tempos áureos, a agremiação trouxe o enredo “Griot”, que aborda a arte, força e a história dos negros. E a Jucutuquara entrou na avenida do jeito que o público gosta: com uma comissão de frente bem-vestida que desenvolveu uma trama alinhada ao tema desenvolvido, e um bom conjunto de alegorias, grandes e bem idealizadas. Quem também fez uma boa apresentação foi o primeiro casal, formado por Vinicius Costa e Julia Mariano. Outro ponto a ser celebrado pela supercampeã: os integrantes cantaram forte o samba. Claro, contando com a boa atuação do carro de som e a vibrante apresentação da bateria do Mestre Júnior. Ao final, um carro desalinhado apresentou problemas para evoluir e exigiu dose extra de força dos carregadores. Entre erros e acertos, a escola executou um dos melhores desfiles dos últimos anos e deve brigar pela terceira colocação. 

Mestre de Bateria: Júnior Caprichosos
Rainha de Bateria: Schyrley Moura
Rei da Nação: Leonardo Bremenkamp
Comissão de Frente: Mauro Marques
Carnavalesco: Jorge Mayko e Vanderson Cesar
Intérprete Oficial: Celso Júnior
1º Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira: Vinicius Costa e Julia Mariano

MOCIDADE UNIDA DA GLÓRIA

A Mocidade Unida da Glória (MUG) levou para a avenida o enredo “Oby: O Imaculado Santuário das Lendas”. E logo na comissão de frente, com coreografia desenvolvida por Marcelo Lages, surpreendeu o público ao mostrar o contato de um náufrago holandês com os índios adeptos da antropofagia. Sem dúvida alguma, a melhor do carnaval 2020. Ao longo do desfile, a escola continuou apostando no bom gosto, e no ótimo desenvolvimento do enredo, com  a ajuda da bússola que sempre orienta a escola a investir em carros imponentes e fantasias luxuosas. Dessa forma, o destino não poderia ser outro: apresentação digna de conclamação e favoritismo ao título.  Destaque também para a grande apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: o bailado de Juliander Agrizzi e Gessya Santana encantou o público e os jurados. A bateria também fez um grande desfile, e ao lado do samba, um dos melhores do ano, animou componentes e foliões. Mas nem tudo foi perfeito. A escola estourou o tempo e deve perder pontuação por conta dos quatro minutos a mais na avenida.

Carnavalesco: Osvaldo Garcia
Intérprete: Thiago Brito
Mestre de Bateria: Carlos Magno
Rainha de Bateria: Fernanda Figueredo
Comissão de frente: Marcelo Lages
1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira: Juliander Agrizzi e Gessya Santana

BOA VISTA

A Boa Vista fez seu show particular na avenida e promoveu um verdeiro "ES in concert" para falar sobre a música capixaba, afinal, como faz questão de enfatizar seu enredo, "nem tudo que é bom vem de fora". E assim, celebrou os artistas da terra, do mestre violonista Maurício Oliveira (já falecido) ao estreante Jeremias Reis, campeão do "The Voice Kids". O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bruno e Vanessa, fez uma apresentação que deve garantir a nota 10.  O intérprete oficial, Emerson Xumbrega, também presidente da agremiação, levantou o público com o bom samba, fazendo uma interação impecável com a bateria, que também fez uma bela exibição. De ótima plástica, e muito samba no pé, o desfile da Boa Vista encantou o Sambão do Povo e deve brigar, décimo a décimo, com a MUG pelo título do Grupo Especial. 

Carnavalesco: Robson Goulart
Intérprete: Emerson Xumbrega
Mestre de Bateria: Gustavo
Rainha: Fabíola Monteiro
Coreógrafo da comissão de frente: Marcia Cruz
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Bruno e Vanessa

NOVO IMPÉRIO

Abordando o universo infantil e defendendo o direito das crianças, a Novo Império 'chegou chegando'  com o enredo “O Bê-a-bá dos Guris – Uma lição pra todos". Acoplado, com grandes esculturas e o símbolo da escola, o abre-alas foi maior carro a atravessar o Sambão do Povo no Carnaval deste ano. As cores escolhidas pela agremiação e as fantasias volumosas também chamaram atenção, além da comissão de frente, comandada por Patrick Alochio, que levou para a avenida um enorme tripé com escorregador, abrindo o desfile com chave de ouro. O casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Kleyson Faria e Amanda Ribeiro, fez uma boa apresentação. A elogiada bateria, comandada por Mestre Glê, não decepcionou e, mais uma vez, fez jus ao apelido de Orquestra Capixaba de Percussão, levantando o Sambão do Povo com uma coreografia na qual todos os ritmistas ficam de joelhos e depois se levantam. As alas, no geral, se mostraram de fácil leitura e o enredo bem explorado pelo carnavalesco Petterson Alves. Os componentes no entanto, cantaram pouco o samba e demonstraram 'frieza' em relação à escola, o que deixou o desfile morno. Além disso, a escola ultrapassou o tempo regulamentar, finalizando o desfile com 1 hora e 6 minutos e pode ser penalizada. Apesar de algumas falhas, o desfile da Novo Império passou uma mensagem poderosa e repleta de qualidade nos principais quesitos. Dessa forma, não há como duvidar que a agremiação briga para ficar entre as três primeiras, e quem sabe, com o sonhado título. 

Carnavalesco: Petterson Alves
Intérprete: Kleber Simpatia
Mestre de Bateria: Glê
Rainha: Rayane Rosa
Madrinha: Fernanda Passon
Coreógrafo da comissão de frente: Patrick Alochio
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Kleyson Faria e Amanda Ribeiro

IMPERATRIZ DO FORTE

Com a missão de se manter no Grupo Especial do Carnaval Capixaba, a Imperatriz do Forte levou para a avenida o enredo sobre a rota imperial. A comissão de frente, comandada por Luciano Coelho e Pothiara, abriu o desfile com um tripé simples e apostou em uma mudança de roupa e transformação bem no meio da avenida. O desenvolvimento, no entanto, não teve impacto junto ao público. O abre-alas, todo em azul, contou com um símbolo da escola e uma enorme coroa, mas se mostrou inferior às demais agremiações do Grupo Especial. A escola estava animada, com componentes cantando o samba e, apesar de problemas nos quesitos plásticos, como alegorias e fantasias, conseguiu fazer um desfile animado. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Dayse Ferreira e Gedilson Rodrigues, superou os problemas do ensaio técnico e fez uma apresentação competente no segundo módulo julgador. A bateria, comandada por Ramon Máthias, também fez uma boa apresentação, mas após a entrada no recuo, algumas alas correram, o que deve ocasionar a perda de preciosos décimos no quesito evolução. Apesar de um enredo poderoso, a escola apostou no excesso de grupos folclóricos ao longo do desfile, e com os erros durante a apresentação, deve brigar para não ser rebaixada. 

Comissão de Carnaval: Elídio Netto e Rodrigo Coelho
Mestre de Bateria: Ramon Máthias
Intérprete: Vinícius Moraes
Coreógrafo da Comissão de Frente: Luciano Coelho e Pothiara
Primeiro Casal: Dayse Ferreira e Gedilson Rodrigues
Mestre de Bateria (mestre de cerimônias): Mestre Kira
Madrinha de Bateria: Giseli Simon
Rainha de Bateria: Juliana Thomaz

SÃO TORQUATO

Já era dia quando a São Torquato entrou no Sambão do Povo para disputar a permanência no Grupo Especial. O cenário das arquibancadas e camarotes, que na noite de sábado estavam lotados, era outro. Poucas pessoas ficaram para acompanhar o último desfile, mas isso não impediu a agremiação de fazer bonito e dar o seu melhor. A escola de Vila Velha, que retornou neste carnaval à elite das escolas de samba, abordou reinos encantados e seus principais personagens através do enredo "O Portal das Ilusões". 

A comissão de frente, coordenada por Giovane Carlos, foi bem criativa e apostou em um número de ilusionismo. Já o carro abre-alas enfrentou dificuldades para entrar no Sambão do Povo e acabou entrando fora de posição. O casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Tony Silvaneto e Renata Costa, fez uma boa apresentação. Além da bela ala de baianas, outro destaque do desfile foi a bateria, que realizou diversas paradinhas . O samba foi funcional e cantado pelos componentes, mas ainda assim, a escola corre o risco de retornar ao Acesso por conta de problemas ao longo do desfile. 

Carnavalesco: Edmilson Galdino
Mestre de Bateria: Renato Costa
Intérprete: Ricardo Oliveira
Comissão de frente: Giovane Carlos
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Tony Silvaneto e Renata Costa