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Clube do Choro diz não a proposta de Sturm

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Clube do Choro diz não a proposta de Sturm

São Paulo - Um ano e meio depois de surgir em São Paulo como o "pagamento de uma dívida" do poder público com os amantes de música brasileira em São Paulo, o Clube do Choro chega a um impasse que pode levar ao seu fechamento definitivo. O congelamento das verbas para a Cultura na gestão do prefeito João Doria atingiu o projeto e suspendeu a sua programação. Na tarde desta quarta-feira, 12, os músicos fizeram uma grande roda de choro em frente da Prefeitura, com cerca de 100 instrumentistas e outras 200 pessoas que apoiavam a manifestação, segundo a organização do protesto. Uma negociação chegou a ser aberta com a Secretaria de Cultura, mas o impasse permanece.

O secretário André Sturm sugeriu, durante a manifestação para a retomada das atividades do espaço, o apoio financeiro para a realização de 10 espetáculos por semestre no clube, que funcionava no Teatro Municipal Arthur Azevedo, na Mooca. Até o ano passado, a casa tinha uma média de 50 atividades por semestre.

A proposta de Sturm não foi aceita pela direção. "Não vamos aceitar. Acreditamos na continuidade, na formação de público que estávamos conseguindo fazer naquele espaço. Dez apresentações por semestre não são suficientes para manter essa regularidade", disse Yves Finzetto, presidente do Clube do Choro. "Não conseguimos entender qual vai ser o impacto na economia desta verba para a Cultura, uma porcentagem ínfima. É como uma família que quer economizar e, em vez de cortar a conta do celular, deixa de comprar um quilo de sal", analisou.

Sturm diz que fez a proposta que poderia fazer. "Infelizmente, o recurso está congelado. É um fato. Ele dizer que não aceita (a proposta) é um direito, mas não há nada mais que possamos fazer. Não foi uma proposta de mercado persa, era razoável do ponto de vista de mercado." Sturm diz ainda que está conseguindo descongelamentos parciais da verba da Cultura, mas que sua prioridade não seria o Clube do Choro. "Temos o Prêmio Zé Renato, do teatro, que a gestão passada homologou, mas não pagou. A prioridade é poder pagar essa dívida."

Levantamento feito pelo clube mostra que, se tivesse de pagar por publicidade referente às matérias jornalísticas espontâneas sobre o clube, a Prefeitura teria de desembolsar R$ 6,5 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.