• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Jeferson De, a face negra da latinidade

  • COMPARTILHE
Entretenimento

Jeferson De, a face negra da latinidade

Jeferson De recebe a homenagem e inaugura na noite desta quarta-feira, 25, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Está lisonjeado, mas um pouco assustado também. "Minha carreira ainda é recente, será que eles acham que vou morrer?" Feita a piada, ele fala sério. Correndo Atrás havia sido selecionado para a competição de Gramado, mas terminou substituído porque encerrou o Fica e integrou a programação de um evento afro promovido por Adhemar Oliveira. Permanece na abertura do Festival Latino, que também homenageia a atriz argentina Inés Efron.

O cineasta promete - "As pessoas vão descobrir o que é o verdadeiro humor negro." Correndo Atrás baseia-se no livro de Hélio de la Peña, que exerce o mesmo tipo de humor politicamente incorreto que o consagrou no Casseta & Planeta. "Há oito anos, estava indo a Berlim com o Bróder e morria de rir no avião lendo o livro." Anos depois, a produtora Cláudia Bessa, da Raccord, e o próprio De La Peña lhe propuseram adaptar o livro. Jeferson topou, mas desde que se integrando à produção e escrevendo o roteiro (com o autor). O elenco reúne importantes atores negros - Ailton Graça, Lázaro Ramos, Antônio Pitanga, mais o jovem Juan Paiva, por quem o diretor está encantando.

"Não vou dizer que sou seu descobridor, porque o Juan já fez TV e é jovem e talentoso. No cinema só fez Correndo Atrás e M8, que é o filme que estou dirigindo atualmente." Produção da Migdal, de Iafa Britz, o filme conta a história de um estudante negro - cotista - que entra na Faculdade de Medicina. M8 - letra + número - é como são identificados os cadáveres para dissecação nas aulas de anatomia. De novo Jeferson escreveu o roteiro, para se assegurar de que está colocando sua digital no filme. É o que lhe interessa - "Discutir a condição do homem negro nesse país, as mortes violentas e, apesar de tudo, a alegria. O sorriso nos identifica." Essa brasilidade com raízes ancestrais na África faz eco pela América Latina e explica a homenagem (prematura? Jeferson vai viver bastante para fazer muitos filmes, saravá). O próximo, com rodagem no começo de 2019, será com Fabricio Boliveira. A cinebiografia de Luiz Gama, patrono da Abolição no Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.