"Notoriedade Capixaba": advogado perde ingresso de boate e vira meme

PEDRO PERMUY

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"Notoriedade Capixaba": advogado perde ingresso de boate e vira meme

Após polêmica, Patrikson Malta alerta sobre cyberbullying e pensa até em criar projeto de lei em Vitória. Ele viralizou com vídeos exaltados após ficar sem ingresso para festa de famosa boate LGBT+ da Capital

Pedro Permuy

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução/Instagram @notoriedadecapixaba

Patrikson Malta virou o hit do Twitter na última semana. Dezenas de trechos de vídeos que ele publicou em seus próprios stories acabaram viralizando. Em um deles, o advogado usou o termo "notoriedade na cena LGBT capixaba" para se referir a si mesmo e não demorou para que o apelido pegasse.

Agora, com ao menos 5 mil seguidores a mais só no Instagram após a polêmica, ele chegou a mudar o @ para Notoriedade Capixaba para surfar na onda do buzz nas redes.

Mas até levar a brincadeira na esportiva, ele ficou bastante chateado com críticas que recebeu em um curo espaço de tempo. "Recebi até ameaças, fui ameaçado. O cancelamento na internet é muito tóxico. E muitas pessoas já nem estavam mais criticando o que eu falei ou o conteúdo dos vídeos, mas falando de mim memo. Me julgando. Gente que nunca nem me seguiu, não me conhece", lamenta. O advogado chegou a ter até a qualificação profissional questionada.

Tudo começou com Patrikson tentando comprar ingresso de um lote remanescente para entrar em uma famosa boate LGBT+ de Vitória. A casa anunciou que colocaria alguns poucos convites à venda, que acabaram não sendo vendidos, e o advogado não conseguiu agilidade o bastante para adquirir uma das entradas.

Frustrado com a situação, ele foi para os stories do Instagram desabafar e, hoje, admite que pesou no tom na hora de criticar a situação. "Acho que dei um tom que não era para ser, sim. Mas sempre fui frequentador da casa, continuarei sendo e ainda vou curtir muito lá, sim (risos)", celebra.

Ainda assim, ele está avaliando criar um projeto de lei para apresentar à Câmara de Vitória em que boates e casas de show também sejam obrigadas a informar quantos ingressos serão colocados à venda em cada lote (mais ou menos como as prefeituras andam fazendo com a vacinação, discriminando quantas doses serão disponibilizadas para marcação e com contagem regressiva).

"Penso que vai ser melhor, sob o aspecto do direito do consumidor, para o quesito transparência. A boate ou casa noturna falar quantos ingressos serão, com horário que começará a vender e com contagem regressiva dos ingressos à medida em que as entradas vão sendo vendidas", reitera.

Para o momento, só o que Patrikson quer é que as pessoas tenham mais cuidado com o que falam na web. "Como eu disse, eu sei que eu pesei o tom. Mas as pessoas são cruéis e começaram a falar de coisas que não tinham nada mais a ver com o tom da mensagem, especificamente. Já estavam me criticando e julgando no geral e esquecem que sou um ser humano", termina.

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