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'O Pequeno Quinquin' se passa à beira do Canal da Mancha

Entretenimento

'O Pequeno Quinquin' se passa à beira do Canal da Mancha

São Paulo - A começar pelos imperdíveis e, um entre todos, O Sol do Marmelo, de Victor Erice, uma raridade nas telas brasileiras. Erice acompanha um amigo pintor, dia após dia, enquanto este tenta captar o impossível - a cor de uma fruta de marmelo, batida pelo sol, no momento em que ela atinge o esplendor e antes que caia do pé e apodreça. Claro, a tentativa é uma parábola da passagem do ser humano pela Terra e a tentativa de captar o tempo, em seu auge. Talvez o mais belo filme do diretor, conhecido por sua obra pequena (apenas três longas), de grande rigor e beleza formal. Erice é também autor de O Espírito da Colmeia e o Sul.

Em seguida, não se pode pensar em perder O Pequeno Quinquin, comédia de Bruno Dumont, originalmente feita para a TV francesa e aqui exibida em versão integral de 200 minutos. A história se passa numa pequena cidade do nordeste francês, à beira do Canal da Mancha. Crimes misteriosos começam a acontecer (os cadáveres são encontrados, aos pedaços, no interior de vacas mortas). Uma dupla estranha é encarregada da investigação e é observada pelos garotos da região, inclusive pelo Quinquin do título.

Leviatã é o filme russo de Andrei Zvyagintsev, premiado pela crítica neste ano. Uma visão da criminalidade na Rússia atual, através da história de um homem que mora num lugar cobiçado pelo prefeito local, que lucra com a especulação imobiliária. Retrato cruel, mas de uma beleza formal comovente.

Entre os brasileiros, o destaque é para A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante, que venceu o Festival de Paulínia deste ano. Três histórias desenroladas no sertão, que apresentado com suas carências mas também com a transcendência metafísica que caracteriza os filmes do diretor pernambucano.

Também entre os brasileiros, Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle, com ótimo material de arquivo sobre a roqueira que morreu cedo e deixou uma legião de fãs inconsoláveis, além de ter liderado uma revolução comportamental.

Dois documentários merecem ser vistos - Charles Chaplin - a Lenda do Século, de Frédéric Martin, e A Guerra das Patentes, de Hannah Prinzler. Valem pelo rigor, material de pesquisa e informações inéditas sobre seus temas e personagens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.