Lauren Jauregui, da banda Fifth Harmony, assume bissexualidade em carta que critica Trump

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Lauren Jauregui, da banda Fifth Harmony, assume bissexualidade em carta que critica Trump

No texto divulgado em uma coluna da revista Billboard, a cantora Lauren Jauregui se assumiu bissexual para falar que está inserida nas minorias no país

Lauren Jauregui se assumiu bissexual Foto: Reprodução/Instagram

Lauren Jauregui, integrante da Fifth Harmony, escreveu uma carta para comentar sobre a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. No texto divulgado em uma coluna da revista Billboard, a cantora se assumiu bissexual para falar que está inserida nas minorias no país.

— Para todos os apoiadores de Trump tentando dizer que votar nele não faz de você racista, homofóbico, sexista, xenofóbico, um idiota... que você só gosta do jeito que ele não liga para o que os outros pensam e apenas fala o que quer... que ele não era um político, então não era parte deste universo e que ele não tinha dinheiro corrupto em sua campanha... Isso é para você: Suas palavras são inúteis, porque suas ações levaram à destruição de todo o progresso social que fizemos como uma nação. Você, com sua pura ignorância e recusa de entender o jeito que governo e o mundo funcionam, permitiu que um magnata dos negócios sedento por poder tomasse conta dos Estados Unidos da América. Vocês são HIPÓCRITAS. Restaurar a América-que-já-foi é apenas estagnar o desenvolvimento da nossa consciência. Você votou em uma pessoa que construiu uma campanha de 18 meses baseada em ódio. Ele manipulou TODOS vocês com tanta facilidade com as partes obscuras que tinham começado a se envergonhar de como você era visto no mundo "politicamente correto". Ele se tornou seu vencedor, pois conversou com partes suas que pensam que você é superior ao resto do mundo (exatamente como Hitler fez com a Alemanha antes do Holocausto! Apenas leia a autobiografia dele: Mein Kampf).

Na carta, a cantora fala sobre igualdade de gênero, racismo e a necessidade de respeitar as opções das pessoas.

— O nosso "politicamente correto" que seu campeão, Donald Trump, apontou com desrespeito durante toda a campanha e agora, com apoio dos aliados e de outros governantes, é a linguagem que nós trabalhamos incansavelmente para estabelecer segurança em um mundo que não cansa de nos lembrar de que somos minoria. Sou uma mulher cubana-americana bissexual e tenho orgulho disso. Tenho orgulho de fazer parte de uma comunidade que apenas projeta o amor, educação e apóia o próximo. Tenho orgulho de ser neta e filha de imigrantes que bravamente deixaram suas casas para entrar em um novo mundo com uma língua e cultura diferentes e mergulharam sem medo de começar uma vida melhor para eles e para suas famílias.

Lauren também falou que ser mulher e ter a inteligência questionada a tornam mais forte.

— Tenho orgulho de ser mulher. Tenho orgulho de que o sexo entre as minhas coxas me dá força e resiliência que apenas outra mulher pode sentir, de que meu corpo se curva de certas maneiras que me permite criar vida dentro de mim, que minha vida inteira é cheia de adversidades, dúvidas e de pessoas questionando minha inteligência, meu potencial artístico, minha expressão, minha virtude e minha honra, porque sou mulher demais. Tenho orgulho de provar que todos estão errados. Orgulho de ter que trabalhar ainda mais duro por isso. 

Com informações do Portal R7.