Bolt vence desafio de corrida no Rio, mas não empolga torcida após ficar acima dos 10s

Estrela principal do desafio Mano a Mano, Usain Bolt foi o mais rápido em sua disputa, mas não chegou a empolgar a torcida neste domingo no Rio de Janeiro. O jamaicano frustrou a expectativa dos fãs ao completar os 100 metros acima dos 10 segundos. O supercampeão levou o troféu com o modesto tempo de 10s12, em sua primeira prova de 100m na temporada.

A marca é muito distante do recorde mundial, de 9s58, estabelecido pelo próprio jamaicano em 2009, e mesmo da sua última prova do ano passado. Em agosto, ele completou a distância em 9s98.

Na exibição deste domingo, no Jockey Clube do Rio de Janeiro, Bolt não demonstrou todo seu potencial, mas não teve problemas para superar seus rivais: o norte-americano Ryan Bailey (10s24), o brasileiro José Carlos, o Codó (10s51) e Churandy Martina, das Antilhas Holandesas (10s53).

“Meu início não foi muito consistente, mas não posso reclamar. Como eu costumo dizer, quando mais você corre na temporada, melhor você fica, então vou ficar bem”, declarou o jamaicano à TV Globo, já pensando no Mundial de Atletismo de Pequim, em agosto, e no Mundial de Revezamentos de Nassau, em maio.

Outras provas

Browne foi o melhor entre os paraolímpicos e torce por resultado similar nos Jogos Rio 2016. Fotos: InPress | Divulgação
Browne foi o melhor entre os paraolímpicos e torce por resultado similar nos Jogos Rio 2016. Fotos: InPress | Divulgação

O domingo teve ainda outras duas provas pelo Desafio Mano a Mano. Entre os paraolímpicos, o norte-americano Richard Browne contou com a ausência do brasileiro Alan Fonteles, campeão olímpico dos 200m em Londres 2012, e venceu os 100m com o tempo de 10s88. O alemão Felix Streng ficou em segundo, com 11s10, e o norte-americano Paul Peterson foi o terceiro, com 11s62.

Alan chegou a participar do aquecimento, mas teve um contratempo com uma das próteses e optou por não participar. Segundo o atleta, o problema foi na válvula que prende a perna à prótese. “É a mesma que usei em Londres 2012 e podia até cair. Não tinha chance com a prótese desse jeito”, explicou.

O vencedor da prova, Richard Browne, lamentou a ausência do brasileiro e o fato de a pista estar um pouco molhada por causa da chuva, mas exaltou a oportunidade de correr no Rio antes dos Jogos Paraolímpicos.

“É uma ótima atmosfera. Os fãs são ótimos e o visual é lindo”, destacou o norte-americano, surpreso com o calor carioca. “Está muito quente”, arriscou em português. “Mal posso esperar para correr aqui no ano que vem. Fui medalha de prata em Londres e quero ganhar ouros em 2016. Sei que preciso bater o Alan para isso, o que será difícil, mas é o que vou tentar fazer”, contou Browne, que espera encontrar o brasileiro tanto nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto quanto no Mundial de Doha, no Catar.

Veronica Brown brilhou entre as mulheres, mas ainda luta por vaga olímpica na forte equipe jamaicana
Veronica Brown brilhou entre as mulheres, mas ainda luta por vaga olímpica na forte equipe jamaicana

Na disputa feminina, a jamaicana Veronica Campbell Brown não deu chances às adversárias e cruzou a linha de chegada em primeiro, com 11s04. A norte-americana Carmelite Jeter foi a segunda, com 11s19, e Kerron Stewart foi a terceira, com 11s30. A brasileira Vitória Rosa chegou na quarta posição, com 11s59.

Competindo pela primeira vez no Rio de Janeiro, Brown aprovou a experiência e disse que pretende buscar a vaga nos Jogos Rio 2016. “Adorei correr aqui. Espero poder fazer parte da equipe jamaicana no ano que vem para vir aos Jogos. Sei que será ótimo. O Brasil tem experiência em realizar grandes eventos e sei que farão um ótimo trabalho. O público tem uma energia muito boa”, disse a velocista.

As informações são do Estadão Conteúdo e do site Brasil 2016.

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