Conheça a entidade que será beneficiada com a renda da 1ª Corrida AMAES Azul. Inscreva-se!

Transtornos comportamentais, olhar ausente, dificuldade na fala e isolamento. Essas são algumas das características apresentadas por cada um dos dois milhões de brasileiros com autismo. Cerca de 600 mil deles são crianças e adolescentes. O que todos eles têm em comum é o fato de que, quanto mais precoce é realizado o diagnóstico da doença e a intervenção, mais eficiente é o tratamento e menores são as limitações dos portadores do transtorno.

Para conscientizar sobre a importância do fortalecimento das políticas públicas e da rede de atendimento complementar para as pessoas portadoras da doença, a cidade de Vitória vai sediar, no próximo dia 24, a 1ª Corrida AMAES Azul – Corra com o Coração, cuja renda obtida com as inscrições será revertida para a manutenção da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (AMAES). Inscreva-se! 

A entidade atua há 16 anos na capital capixaba com o objetivo de inserir o autista no convívio social. Atualmente, cerca de 130 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, são assistidos com atendimentos pedagógicos e clínicos. Outras 400 estão na lista de espera. 

São famílias de baixa renda, que além de lidar com dificuldades de diagnóstico na rede pública de saúde, também precisam ser amparadas e acolhidas. Muitas mães precisam parar de trabalhar para cuidar das crianças e vivem apenas com o benefício social no valor de 1 salário mínimo.

Na sede da AMAES, localizada na avenida Fernando Ferrari, mais de 30 voluntários compõem uma equipe multidisciplinar que trabalha para proporcionar aos pacientes com autismo uma vida com saúde e integração à sociedade.

A presidente da entidade, Pollyana Paraguassú, afirma que a troca de experiências dentro da instituição é essencial para a aceitação da doença e faz um apelo por leis mais eficazes. “Não precisamos de pena e nem de caridade, mas de políticas públicas eficazes. Temos várias leis no papel, mas na prática elas não funcionam. Nosso trabalho na Associação é acolher e mostrar que estamos no mesmo barco e que somos a união de várias famílias. O processo de conscientização é diário, contínuo. A sociedade ainda é muito cruel. Mas a partir do momento que os pais aceitam o diagnóstico, eles fazem com que as pessoas também aceitem ou que, no mínimo, tenham o respeito”.

Dificuldades no diagnóstico
– Pollyana Paraguassú explica que algumas famílias aguardam até três anos por um laudo que comprove o diagnóstico da doença. “As famílias precisam observar algumas características da criança que chamam atenção. Geralmente, o autismo é perceptível entre os 3 e 4 anos de idade quando o portador apresenta atraso na linguagem e alterações nos aspectos visuais, como por exemplo, a não fixação dos olhos. O autismo atinge o cognitivo, mas é uma doença extremamente comportamental”, ressalta.

Raquel Borges de Oliveira, mãe de Adrian Oliveira, de 4 anos, uma vez por semana, deixa a cidade de Pedro Canário, no norte do Espírito Santo, a 264 quilômetros da capital Vitória, para receber atendimento na Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (AMAES).

“Venho semanalmente desde novembro de 2016. A terapia dele é 100% aqui. Saio de lá à meia noite, chego as 5h da manhã e fico esperando abrir as 7 horas. Começamos com atendimento psicológico, mas hoje ele já tem acesso a fonoaudiólogo e terapia de linguagens. Em 11 meses, já consigo perceber muitos avanços no comportamento dele com outras crianças e a comunicação dele está bem melhor. Ainda não fala, mas já consegue nos levar até o que ele quer”, conta Raquel.

A mãe relata que enfrentou barreiras na rede pública para o diagnóstico inicial da doença em Adrian. “A gente assistiu uma reportagem na televisão sobre autismo e percebemos alguns sinais da doença nele. Fomos pesquisar e na nossa família tinha uma suspeita de caso de autismo. A partir daí, identificamos os sinais e bateu um desespero. Começamos a correr atrás do laudo. À princípio, o pediatra disse que não era nada. Só em uma segunda consulta que um neurologista identificou que era autismo”, relata.

Aos dois anos de idade, a confirmação da doença abalou a família de Adrian. “Foi um baque, mas foi muito rápido, por que sabíamos que teríamos que correr com o tratamento. Do luto, passamos para a luta”.

Segundo Raquel, o atendimento pedagógico e clínico prestado pela AMAES proporciona uma vida com mais saúde e integração à sociedade. “Eu não penso no futuro dele, penso no presente. Hoje quero proporcionar a ele tudo o que ele precisa nesse momento. Quero o melhor para o bem estar dele, para ele poder viver bem e se desenvolver cada vez mais”, conclui.

Quer colaborar com a AMAES? Além de participar da 1ª Corrida AMAES Azul, você pode contribuir com a Associação fazendo doações para o Bazar Solidário, que funciona na sede da entidade e recebe roupas novas e usadas. As peças são vendidas a preços mais acessíveis e a renda toda revertida para a manutenção da instituição.

Para doar, basta entregar na própria AMAES, na Avenida Fernando Ferrari, número 2115, Goiabeiras, Vitória ou ligar para 3327-1836 para verificar se há possibilidade de um voluntário buscar na sua residência.

Além disso, é possível se tornar um Associado Efetivo e contribui com valores mensais. Para entender como funciona, acesse: https://www.amaes.org.br/doacoesamaes/.

A Corrida – A cor do nome da prova – 1ª Corrida AMAES Azul – foi definida porque o transtorno é mais comum nos meninos, na proporção de quatro meninos para cada menina. Com percurso de 10 km, a prova terá sua largada na Rua Marilia Rezende Coutinho, ao lado do estacionamento do Shopping Vitória, e chegada no Parque da Prainha, em Vila Velha, passando pelo principal cartão postal de Vitória, a Terceira Ponte.

A disputa será dividida em duas categorias: atletas com deficiência (masculino e feminino) e categoria geral (masculino e feminino). A largada dos atletas com deficiência será às 6h55 e da categoria geral, às 7 horas.

As inscrições ainda podem ser feitas até o próximo domingo, 17 de setembro, no site www.amaes.org.br e as vagas são limitadas a 500 participantes. O valor da inscrição de R$ 60,00.

Os três primeiros colocados da categoria geral (masculino e feminino) e os três primeiros colocados da categoria atleta com deficiência (masculino e feminino) receberão troféu alusivo à prova correspondente a sua colocação. Todos os atletas que terminarem a prova no tempo máximo de duas horas receberão uma medalha de participação alusiva à prova.

1ª Corrida Amaes Azul
Data
: 24 de setembro
Horário: largada às 7 horas
Percurso: saída da Curva da Jurema (Bolsão de Estacionamento da AV. José Miranda Machado), em Vitória, e chegada no Parque da Prainha, em Vila Velha, passando pela Terceira Ponte.
Inscriçõeswww.amaes.org.br
Valor: R$ 60,00

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