Importância da mobilidade e flexibilidade na volta aos treinos

Por conta da pandemia do coronavírus, muitos deixaram de se exercitar ou diminuíram seu ritmo de treinos. A escassez de trabalho do aparelho locomotor (músculos, ligamentos, tendão e ossos) para ações esportivas e recreativas pode provocar uma disfunção e sobrecarregar uma ou outra articulação.

Tiago alerta para importância do trabalho de mobilidade e flexibilidade

O profissional de Educação Física Tiago Thomaz, da Ative, alerta que para o retorno à rotina de treinos, faz-se necessário iniciar um novo ciclo de treino.

“Por se tratar do período básico, não podemos negligenciar as capacidades de força e flexibilidade. Destaco esta última para aqueles que têm sofrido impactos psicológicos acentuados por conta da pandemia. Esses aspectos neuromusculares contribuirão significativamente para otimizar a biomecânica da corrida, atuando na economia do esforço e diminuindo o risco de lesões”, explicou.

Prevenção de lesões

Para garantir a prevenção de lesão e otimizar seu gesto motor, o especialista orienta não abrir mão dos trabalhos de mobilidade (que você pode acrescentar nos aquecimentos diários) e o recurso da liberação miofascial (antes, após ou mesmo durante os treinos).

“Se não trabalhar fortalecimento, quando for praticar atividade física (seja natação, canoa havaiana, remo ou corrida), vai inflamar as articulações. Aí pode lesionar, romper fibras… O fortalecimento é, acima de tudo, preparar o corpo para movimentos. Pode usar o próprio peso corporal para fazer o corpo cansar e fazer as adaptações musculares”.

Tiago Thomaz destaca os riscos causados por um trabalho de fortalecimento inadequado e pelos movimentos repetitivos.

Flexibilidade

“Quanto mais trabalho muscular na mesma posição, menos flexível a articulação. Quanto mais rígida a articulação, é porque a musculatura está rígida. Com a musculatura rígida, o corpo precisa de muito esforço para fazer força. Como então recomendar trabalho de força para quem está com musculatura rígida. Essencial é trabalhar flexibilidade, liberação miofascial e mobilidade”.

Ele finaliza destacando a necessidade de avaliação de um profissional de Educação Física para todo esse trabalho na volta aos treinos.

 

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