Carlinhos Fróes: “União de organizadores e atletas pode reaquecer setor de corridas”

A Maratona Pedra Azul marcou a retomada das corridas no Espírito Santo após o início da pandemia do coronavírus. Com medidas de segurança e protocolos sanitários, a prova foi considerada um sucesso e matou a saudade dos corredores, além de comprovar que, com responsabilidade, as corridas podem, SIM, voltar.

O blog Corrida de Rua conversou com o operador local da Maratona Pedra Azul, Carlinhos Fróes, para uma avaliação sobre o evento e também para falar do desafio para que os organizadores possam aquecer novamente o calendário de provas no Estado.

BLOG: Qual avaliação a organização faz da primeira prova realizada no Estado nesta pandemia?

Foto: Onnze Sports

Carlinhos Fróes: “Tive o prazer de ser o “braço” local da Rede Acesso (organizadora da Maratona Pedra Azul) aqui no Estado. Eles foram os idealizadores do evento.

O fator importante foi a forma com que as prerrogativas do protocolo sanitário foram cumpridas à risca. Tudo dentro do que preconizou o Decreto 4.736-R e a Portaria 186-R.

Sendo assim, voltamos às atividades com a convicção de que, com o atendimento de “processos” do novo normal, avançaremos sem problemas”.

Quais foram os principais protocolos e medidas de segurança adotados?

“Todas as necessárias, desde a entrega do kit até a dispersão após chegada dos atletas.

Dentre elas, posso listar: higienização dos kits na retirada dos mesmos, atendimento sem aglomeração, medição de temperatura dos atletas antes de entrar na arena, disponibilidade de álcool em gel, lavabos ao lado dos banheiros, largadas em ‘ondas’, distanciamento entre os atletas nas largadas, entrega de água e medalhas de participação no método self service, manter motolâncias fazendo o monitoramento de todo o percurso para saber se os atletas estavam bem…”

Quantos corredores participaram da prova? Qual foi o feedback deles em geral?

“Aproximadamente, 500 atletas fizeram as suas largadas. Tenho acompanhado os manifestos de corredores nas redes sociais e tenho recebido alguns posts. Todos positivos e alguns já perguntando quando irá abrir inscrições para 2021”.

Essa prova ficou marcada como a primeira maratona no País nesta pandemia. Já estão sendo procurados por outros estados como referência?

“Faço parte de um grupo com organizadores de provas de todo o Brasil. Tenho recebido de forma privada muitas perguntas. Inclusive, para alguns, encaminhei o modelo de protocolo adotado pelo Estado do Espírito Santo.

Sem dúvidas, a Rede Acesso, idealizadora do evento, também tem recebido pedidos de dicas e informações mais detalhadas. A equipe Rede Acesso, da qual nos sentimos inclusos (tínhamos uma equipe de capixabas nas ações), abraçou o desafio e cumpriu com excelência”.

A prova mostrou que é possível seguir os protocolos para que as corridas aconteçam. Acredita que esse setor será  reaquecido após essa corrida?

Foto: Onnze Sports

“Eu já venho defendendo a utilização de um protocolo específico desde maio de 2020. Compartilhei essas expectativas com os demais organizadores de provas no Estado do Espírito Santo.

Sim, com o cumprimento do protocolo é viável. Mas não pode existir “meio” protocolo ou “parte” do protocolo. Ele tem que ser adotado por inteiro. Acredito que o setor será reaquecido. O que irá determinar isso é a postura de nós, organizadores de eventos e os atletas. Se quebrar o elo dessa corrente… teremos que chorar o “leite” derramado””.

Mensagem

Carlinhos Fróes também fez questão de mandar uma mensagem para os colegas organizadores de eventos:

“Prezados organizadores, rompemos uma barreira importante. O Governo do Estado do Espírito Santo, as prefeituras municipais e os atletas estão depositando plena confiança em nossas ações e postura. Vamos seguir em frente. Só depende de nós. Sucesso de uns vitória de todos. Derrota de um, derrota de todos. Que Deus ilumine nossos caminhos”.

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