Arqueiros brasileiros querem fazer valer o fator-casa na Paralimpíada

A equipe brasileira de tiro com arco vem realizando treinos no Rio de Janeiro e não cansa de elogiar o cenário da competição. Conhecido mundialmente, o Sambódromo é mais um estímulo para os oito atletas que vão disputar Jogos Paralímpicos pela primeira vez nesta modalidade.

“Minha família vai estar aqui, meus amigos. É um local icônico, é bom para trazer mais adeptos e difundir o esporte. Eu chego bem preparado, e adversários como Estados Unidos, Itália, China estão tão bem preparados quanto eu, mas eu estou em casa e vou representar o país da melhor forma possível”, disse Luciano Rezende, que compete com arco recurvo.

O arqueiro aprovou a área de competição, disse que está bem montada e que agora “só depende do arqueiro”. Jane Karla, que usa o arco composto, também gostou. “Na hora que eu cheguei, achei lindo, igual ao que gente sonha. Ainda vi o Cristo Redentor, as nuvens passando, e falei: ‘gente, que paisagem mais linda!”, contou.

Quanto ao vento que acompanhou o treino, a atleta disse que é parte do desafio.  “A gente está acostumado a essa variação de clima. Pegamos um período com vento, e pode ter chuva, mas a gente já passou por todas essas experiências. É ir adaptando, e por isso esses treinamentos são muito bons, para ir se acostumando com o local, e para ter uma ideia de como vai ser a competição. Mas o clima muda, então tem que estar preparado para chuva, vento, o sol muito forte, o que vier”, afirmou a ex-mesatenista que está no tiro com arco desde o início de 2015.

Vagas conquistadas

Dos oito atletas da equipe brasileira, seis atiram com arco recurvo (três no masculino e três no feminino) e dois com o arco composto (um homem e uma mulher). Apesar de ter direito a vagas por ser o país-sede, o Brasil conquistou seis de oito em competições, uma prova da força da delegação, segundo o coordenador Reginaldo Salles.

“A equipe está bem forte, a gente teve um crescimento grande de dois anos pra cá. No Pan de Toronto, foram seis classificações para finais e três medalhas: duas de ouro (Jane e Luciano) e uma prata (Thaís Silva). Nossa meta é crescer mais no ranqueamento, mas temos chance sim de medalhas”, disse, usando o plural.

Itália e Coreia do Sul foram citados como alguns dos principais adversários, mas eles não terão o fator-casa que Reginaldo espera pesar positivamente para a equipe. “Acredito que o apoio da torcida vai ser muito bom, mas os atletas precisam segurar um pouco as emoções. É a hora de mostrar o que temos de melhor”, afirmou.

Para o coordenador, a maior exposição do tiro com arco, como ocorreu nos Jogos Olímpicos, e o fato de a modalidade ter as competições em um local tão icônico podem estimular a prática desse esporte. “Esse processo já está acontecendo. O arco está saindo muito na mídia, sobretudo porque os Jogos são no país. As escolinhas de tiro com arco já estão tendo uma procura maior”, contou.

As competições de tiro com arco nos Jogos Paralímpicos vão de 11 a 17 de setembro.


 

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