NBA: Capixaba Anderson Varejão retorna ao Cleveland Cavaliers depois de cinco anos

 

Após cinco anos longe das quadras da National Basketball Association (NBA), a estrela do basquete mundial, o pivô Anderson Varejão, sacramentou seu retorno ao Cleveland Cavaliers. Aos 38 anos, o capixaba assinou um contrato com o Cavs, franquia a qual defendeu por longos anos, e seguirá com a antiga companheira, a camisa de número 17, para a disputa da reta final da temporada regular.

Varejão não joga desde 2019, quando atuou com a camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo da China. Apesar de estar tanto tempo longe das quadras, o jogador continuou seus treinos para manter a forma. O último clube que o capixaba defendeu foi o Flamengo, quando conquistou o título do Novo Basquete Brasil (NBB).

Depois da Copa do Mundo, ele retornou ao Estados Unidos para focar em um projeto pessoal: se dedicar à família. Ele e a esposa, a americana Stacy, se tornaram pais de Serenee, que nasceu em abril de 2020.

Agora, ele volta ao Cavs como um dos grandes ídolos da história. Varejão foi homenageado várias vezes pela franquia, inclusive, com três edições da Noite das Perucas (Wig Night). E, quando pisou novamente nas quadras vestindo a camisa do Cleveland, ele sentiu esse carinho. “Foi especial. Não sabia como seria, tinha aquela ansiedade, aquele frio na barriga do meu início na franquia, em 2004… E foi como uma volta no tempo. O carinho de todos na arena comigo… muitos ainda estão lá desde a minha saída, alguns desde a minha chegada, então, foi indescritível. Um sentimento que é difícil de explicar.”

Foto: Arquivo

Cleveland Cavaliers

Anderson jogou pelo Cavs entre 2004 e 2016 e fez história: ele foi duas vezes campeão da Conferência Leste, em 2007 e 2015. Os números são expressivos: 4.905 pontos, 4.839 rebotes e 747

Em 2016, ele saiu do Cleveland para o Portland Trail Blazers. Dispensado, assinou com o Golden State Warriors, onde acabou derrotado por Cleveland em uma final histórica. Mesmo não fazendo parte mais do elenco, o anel de campeão foi oferecido e ele recusou: “não recebi o anel. O Cavs me ofereceu, mas não aceitei. Estava vestindo a camisa dos Warriors na época, que era o rival do Cavs naquela sequência de finais. Tive a felicidade de, no ano seguinte, ser campeão com o Golden State.”

Foto: Arquivo

Sobre voltar para a NBA, aos 38 anos, ele falou: “recebi convites e propostas para jogar na última temporada, mas a pandemia atrapalhou meus planos. Eu já tinha decidido não jogar após a Copa do Mundo para acompanhar o nascimento da minha filha e, logo depois, surgiu a pandemia. Tenho uma ligação muito forte com a franquia, com a cidade e com os fãs e fiquei feliz em poder voltar a jogar pelos Cavs. Estou muito feliz. É muito bom estar de volta à organização. Tenho uma história de quase 13 anos com a camisa do Cleveland, é a cidade que me acolheu, que eu escolhi para morar, onde vive a minha família e sou grato à franquia e aos fãs por tanto carinho”, contou o pivô.

Agora, o brasileiro chega a uma equipe em situação completamente distinta. A única coisa que o remete ao passado é a camisa 17, que voltará a usar. Desde a saída de LeBron James, em 2018, o Cleveland Cavaliers tem o menor número de vitórias em toda a liga (apenas 59 neste período). O time está em momento de reconstrução. Os nomes de destaque possuem entre 20 e 23 anos e isso inclui Jarrett Allen, de 23, uma aposta para a mesma posição do capixaba. O brasileiro acredita que pode passar muitos ensinamentos para o núcleo jovem da equipe.

O pivô agora é o quarto brasileiro que está na NBA, ao lado de Raul Neto, do Washignton Wizards,; Cristiano Felício, do Chicago Bulls; e Didi Louzada, do New Orleans Pelicans. “Estar entre os melhores é sempre muito bom. Poucos no mundo tem o privilégio de disputar a NBA, de jogar uma temporada na liga, e eu fico orgulhoso com a história que escrevi e com tudo que estou construindo, até hoje, com a camisa do Cleveland. É indescritível, um sentimento que é difícil de explicar”, disse ele, que, agora que retornou para a NBA, pretende voltar a vestir a camisa da seleção brasileira.

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