Fome x Exercício

Em uma pesquisa publicada por cientistas britânicos em março de2018 no Medicine and Science Sports and Exercise avaliou-se a resposta do apetite a duas situações de déficit calórico: um resultante da dieta e outro resultante da realização de exercícios.

Os resultados demonstraram que o apetite aumentou significativamente quando o déficit calórico foi gerado pela dieta, mas não quando o déficit foi gerado pelo exercício. De acordo com os autores, isso ocorreu devido a dois fatores: a concentração do “hormônio da fome” chamado grelina aumentou mais no grupo submetido à restrição alimentar, e a concentração do peptídeo YY (supressor da fome) aumentou mais no grupo submetido ao exercício.

Quando nos exercitamos, a concentração do peptídeo YY, supressor da fome, aumenta. Além disso, pesquisas também apontam que quando praticamos atividades físicas que nos dão prazer, tendemos a consumir alimentos menos densos em calorias e mais ricos em nutrientes.

A prática regular de atividades físicas favorece ainda a qualidade do sono, a falta de sono provoca a redução do hormônio da saciedade (leptina), o aumento do hormônio da fome (grelina) e nos faz buscar alimentos mais calóricos como forma de compensação.

  1. Aumento do gasto calórico;
  2. Controle do apetite;
  3. Diminuição do consumo de calorias.

Sendo assim é praticamente intuitivo perceber por que a drástica redução do nível diário de atividade física imposta pela quarentena tem importante papel no descontrole alimentar vivenciado pela maioria das pessoas no atual momento. Portanto, é extremamente importante tentar manter um mínimo de atividades físicas diárias a fim de evitar o ganho excessivo de gordura durante a quarentena uma vez que sabemos que a obesidade pode agravar potencialmente o quadro da Covid-19.

Mexa-se e SIGA NO PIQUE.

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