
Com a serenidade de quem já encarou multidões em estádios lotados e a coragem de quem enfrentou o maior adversário da vida, o ex-árbitro capixaba Wallace Valente, de 59 anos, lança seu livro, “As Seis Regras da Superação”.
A obra fala sobre superação e estratégia no enfrentamento do câncer na amígdala. Conhecido pela firmeza e equilíbrio dentro de campo, Valente agora usa as palavras para inspirar pessoas diagnosticadas com a doença — e também seus familiares — a lidarem com o medo do desconhecido.
O lançamento será no dia 10 de novembro, às 18h30, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na Enseada do Suá, em Vitória. A pré-venda já começou de forma on-line e o livro custa R$ 24,99.
“O livro não fala de sofrimento, mas de superação. Meu objetivo é ajudar quem recebe um diagnóstico de câncer a entender que é possível enfrentar essa realidade com estratégia. Eu apresento seis regras que considero fundamentais nesse processo — a primeira é antecipe-se ao problema, e a última, assimile o golpe e siga em frente”, destaca Valente.
Mais de 15 anos de arbitragem
A inspiração para escrever veio da própria experiência. Mesmo após mais de 15 anos de carreira na arbitragem, com 676 jogos apitados, sendo 76 na Série A do Campeonato Brasileiro e participações em finais nacionais e internacionais, Wallace garante: nenhuma partida exigiu tanto quanto o momento em que ouviu o diagnóstico.

“Receber a notícia é como perder o chão, ficar sem saber pra onde ir. Mas a disciplina e a resiliência que aprendi no esporte foram fundamentais. Aos poucos, percebi que precisava de um plano de enfrentamento — e foi isso que me salvou. É disso que falo no livro”
Wallace Valente, ex-árbitro de futebol
Apesar de ter deixado os gramados, o amor pelo futebol permanece vivo.
“Sinto falta do frio na barriga antes de entrar em campo num estádio lotado”, confessa.
Entre os momentos marcantes da carreira, ele lembra com orgulho da partida Áustria x Alemanha, em um torneio internacional em Viena, na Áustria, e das 28 atuações no Maracanã — especialmente o jogo entre Flamengo e Guarani, que ele considera o melhor da carreira.
Hoje, Wallace segue como consultor de projetos, mas carrega o mesmo espírito competitivo que o fez superar o câncer: “Nem sempre dá pra evitar o golpe. Mas é sempre possível seguir em frente.”