Primeiro clássico do Paulistão testa Corinthians e São Paulo

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Primeiro clássico do Paulistão testa Corinthians e São Paulo

Redação Folha Vitória

São Paulo - Corinthians e São Paulo terão neste sábado, às 17 horas, no Pacaembu, a primeira prova de fogo de 2018, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Enquanto o campeão estadual e brasileiro tenta mostrar que o espírito vitorioso da última temporada ainda está vivo, os rivais buscam deixar a desconfiança para trás, e provar para o torcedor que pode voltar ao rumo das conquistas. Mais que isso: para o São Paulo, vencer o clássico significará evitar uma crise que parece estar próxima. Uma derrota pode até colocar em risco o emprego de Dorival Junior.

A angústia do São Paulo vem justamente da impressão de que o time começou 2018 no mesmo sufoco que passou a maior parte de 2017, ano que o torcedor quer esquecer. Depois de uma derrota na estreia do Estadual para o São Bento por 2 a 0 e de um empate sem gols com o Novorizontino, em casa, Dorival Junior se viu obrigado a recuar na ideia de alternar dois times para evitar desgaste. Ele também sabe que, se continuar derrapando, haverá pressão por sua saída.

Ao apostar no entrosamento, o São Paulo bateu o Mirassol por 2 a 0. Mas o clima no CT da Barra Funda não mudou muito com o triunfo. Até porque fora de campo também passou por maus momentos quando uma das principais peças do time, Cueva, se recusou a jogar contra o Mirassol, tornando incerta sua permanência no clube. O peruano não jogará o clássico.

Há também a pressão por mais reforços. Na prática, mais força para um time desacreditado. Para o duelo contra o Corinthians, o discurso é de confiança, mas o grupo sabe que precisa se afirmar.

"O clássico dá confiança, moral, respaldo com a torcida, além de que é muito importante para nossas pretensões", analisou o zagueiro Anderson Martins. "Se dermos um passo vitorioso, o trabalho vai fluir e a desconfiança criada nos últimos anos vai diminuir. A pressão (sobre o São Paulo) tem sido colocada pela temporada passada, que foi adversa, mas penso que não entramos no clássico com essa pressão, mas sim cientes da responsabilidade que temos."

No Corinthians, a preocupação do técnico Fábio Carille é com a parte física do elenco. Por isso, preferiu não adiantar a escalação e sua maior dúvida é justamente no ataque. Sem Jô, que foi para o Japão, ele ainda não definiu quem é seu novo titular e também aguarda pela chegada de um reforço.

Enquanto isso, o jeito é tentar se virar com Júnior Dutra e Kazim. O treinador iniciou a temporada com Kazim como titular, mas o turco não soube aproveitar as oportunidades. Ao contrário de Júnior Dutra, que entrou bem, fez gol, mas não é um centroavante de ofício. O restante do time, apesar do cansaço, deve manter a base que venceu a Ferroviária no jogo passado.

O treinador disse nesta sexta-feira que os defensores e o volante Gabriel estavam reclamando de dores e ainda não sabia se poderia contar com todos, mas a tendência é que os atletas joguem normalmente, já que terão uma semana para descansar, pois o time só voltará aos gramados no domingo que vem, para enfrentar o Novorizontino.

Carille acredita que o clássico logo no início do torneio terá como vantagem o fato de as equipes poderem conhecer sua força e terem tempo para corrigir os problemas. Ele cita a experiência do ano passado.

"A gente tem que enfrentar o que tem de mais forte o quanto antes, para dar tempo de arrumar a equipe. No ano passado, o quarto jogo da temporada foi o clássico com o Palmeiras, em que vencemos (por 1 a 0, no Itaquerão) e percebemos o que poderíamos fazer", disse o treinador.