Ginóbili muda de ideia, desiste de aposentadoria da seleção e jogará Rio-2016

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Ginóbili muda de ideia, desiste de aposentadoria da seleção e jogará Rio-2016

Redação Folha Vitória

Buenos Aires - Em abril do ano passado, Manu Ginóbili havia dito que não havia "a mínima chance" de estar nos Jogos Olímpicos do Rio. Agora, entretanto, a ida dele a mais uma Olimpíada só depende do técnico Sergio Hernández. O armador, que segue em atividade no San Antonio Spurs, mudou de ideia e comunicou ao treinador que está à disposição para voltar a ser convocado pela seleção argentina. Ele não representa seu país desde a decisão do bronze nos Jogos Olímpicos de Londres.

"Dizer que fico feliz pelo lado pessoal de ver esta disposição de Manu seria muito pequeno de minha parte, muito insignificante. É uma decisão muito valente, no meu ponto de vista. Ele poderá encerrar a sua carreira pela seleção em uma Olimpíada. É uma das notícias mais importantes para o esporte argentino hoje. Ginóbili é um símbolo. Bem-vindo, Manu. É hora de aproveitar", disse Hernández, ao site da confederação argentina.

De acordo com a entidade, Ginóbili comunicou sua decisão na quarta-feira à tarde ao treinador. Caso seja convocado, o que parece certo que acontecerá, o armador vai para sua quarta Olimpíada. Manu, de 38 anos, levou a equipe ao ouro em Atenas, em 2004, e ao bronze em Pequim, em 2008. Em Londres, a Argentina terminou em quarto. Em só um jogo Ginóbili fez menos de 10 pontos: na semifinal de 2008, contra os EUA.

Há quase um ano, Ginóbili havia anunciado, em entrevista a um jornal argentino, que não defenderia mais a seleção. "Me encantaria manter vivo esse sonho de jogar a Olimpíada, mas a realidade é que não há a mínima chance, porque já não aguento. A cada dia, para cada partida, tenho que fazer muitas coisas para chegar à quadra, me dói tudo. O basquete já não é a primeira coisa na minha lista de prioridades", afirmou na ocasião.

De acordo com Ginóbili, ele queria usar o tempo de férias da NBA para descansar, o que seria impossível jogando pela Argentina. "Não quero ir por piedade ou para sofrer. Seleção é para se divertir e hoje sou incapaz de fazer isso", disse há um ano. Nesta temporada, ele participou de 52 partidas da temporada regular da NBA pelo Spurs, com média de 19,3 minutos em quadra - a pior desde que ele chegou à liga de basquete dos Estados Unidos, em 2002.