Novo formato de treinos na F1 é bombardeado de críticas e pode mudar

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Novo formato de treinos na F1 é bombardeado de críticas e pode mudar

Redação Folha Vitória

Melbourne - "Porcaria" foi uma das críticas mais leves recebidas pelo novo formato de treinos de classificação da Fórmula 1, que estreou neste sábado, em Melbourne, no GP da Austrália. Se até o chefão da categoria, Bernie Ecclestone, não gostou, tudo indica que as coisas devem mudar já para a próxima etapa, no Bahrein. A imprensa especializada diz que uma reunião de emergência no domingo, antes da corrida, vai decidir isso.

O novo formato prevê a eliminação do último colocado a cada 90 segundos após sete minutos de treino no Q1, seis no Q2 e cinco no Q3. Imaginava-se que isso fosse gerar mais emoção no treino, mas o que se viu foi os pilotos mais rápidos abdicando da disputa. Quando Kimi Raikkonen foi eliminado, por exemplo, o último colocado, em terceiro, era Vettel. Ele tinha 1min30s para se salvar, mas ficou no boxe. Quase todo mundo fez assim.

Ecclestone assistiu pela TV e não gostou. "Eu assisti e tenho que dizer que não foi animador o primeiro dia. Foi uma verdadeira porcaria. Mas isso é o que temos, até a gente poder mudar", disse ele em entrevista ao site da revista britânica Autosport. O chefão da F1 ainda reclamou que a ideia era gerar alguma emoção com a possibilidade de os melhores errarem nas primeiras voltas e "bagunçarem" o grid. "Mas o que aconteceu é que a Mercedes ainda é muito, muito boa".

Para ele, de qualquer forma, o ideal não é retomar o formato que vinha sendo utilizado. "Se voltarmos ao sistema antigo, eu vou te dizer que a Mercedes vai continuar fazendo primeiro e segundo. O que eu não quero é que as pessoas saibam qual será o grid antes da classificação e qual será o resultado da corrida antes de terminar", explicou.

Até Lewis Hamilton criticou, ainda que para ele não importe muito o formato. "Dissemos desde o começo que não era o caminho certo, mas você não pode abandonar uma coisa antes de experimentá-la. Experimentamos e os engenheiros estavam com a razão. Mas para mim não fez diferença nenhuma no fim."

Já Sebastian Vettel, que vai largar em terceiro, acredita que a torcida prefere ver duelo entre os melhores no final. "Não sei por que todo mundo se surpreendeu. Já havíamos dito que isso ia acontecer. Eles nos disseram para que esperássemos e víssemos. Já vimos e não acredito que foi emocionante. Não acho que seja um bom caminho, porque não tem o que ver. A torcida que Lewis (Hamilton), Nico (Rosberg), Kimi (Raikkonen) ou querm quer que seja apertando ao limite no final da sessão", opinou.