Gana quer reabilitação após derrota "injusta" contra EUA

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Gana quer reabilitação após derrota "injusta" contra EUA

Natal - Apesar da derrota por 2 a 1 na estreia de Gana contra os Estados Unidos, o capitão da equipe africana Asamoah Gyan viu os ganeses melhores em campo e disse que os gols marcados pelos norte-americanos em momentos cruciais da partida foram o fator determinante para a derrota de sua equipe. Gyan espera "fazer justiça" no próximo jogo de Gana no Grupo G, contra a Alemanha.

O atacante do Al Ain afirmou que o primeiro gol sofrido pelos africanos, aos 30 segundos de jogo, mudou completamente os planos de Gana para a partida. "O gol nos colocou no limite. No entanto, nós fomos a melhor equipe. Dominamos o jogo e merecemos vencer", disse Gyan. "Quando conseguimos empatar e iríamos tentar a vitória, eles marcaram o segundo gol, mas isso é o futebol", completou, falando sobre o gol marcado por Brooks aos 41 minutos do segundo tempo.

Gyan admitiu que a equipe ficou abalada com o resultado da estreia. "Ficamos muito tristes porque nos faltou sorte. Nós criamos várias chances e não marcamos, enquanto os Estados Unidos aproveitaram as únicas duas oportunidades que tiveram. Nosso problema foi a falta de foco", analisou.

O capitão de Gana, no entanto, já passou por situações mais complicadas. Nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010 e depois nas semifinais da Copa Africana de Nações, o atacante perdeu cobranças de pênaltis que seriam cruciais para a classificação de sua equipe. Para superar o momento ruim, o atleta afirmou que os ganeses terão que "retomar o foco e não deixar que o nervosismo lhes tire o melhor".

Gana terá nova oportunidade de mostrar a sua força neste sábado, em Fortaleza. A partida, no entanto, não será das mais fáceis. Os africanos enfrentam a Alemanha, que, na última segunda, derrotou Portugal por 4 a 0. Gyan admite que se trata de uma partida muito difícil, mas diz que o futebol "é cheio de surpresas". "A Alemanha é a favorita e a moral deles está alta após o último jogo. Nós não estamos tão bem, mas entraremos determinados a fazer justiça com nós mesmos", garantiu.