Príncipe jordaniano e europeus admitem disputar a nova eleição da Fifa

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Príncipe jordaniano e europeus admitem disputar a nova eleição da Fifa

Redação Folha Vitória

Zurique - O fim do reinado de Joseph Blatter não significa o fim da guerra. A mesma batalha será travada quando diferentes grupos começarem a buscar nomes para a corrida presidencial. O príncipe da Jordânia, Ali bin Hussein, que perdeu a eleição na semana passada, já indicou que será um dos candidatos. Mas o grupo de 133 federações que apoiaram Blatter, entre elas, o Brasil, buscarão alternativas a um nome que estaria ligado à Europa.

Em seu discurso, ele insistiu que tomou a decisão pelo bem do futebol. "Embora os membros da Fifa tenham me escolhido presidente, não pareço estar apoiado pelo mundo do futebol, formado por jogadores e clubes. Vou continuar exercendo a minha função como presidente até um novo presidente ser escolhido", disse Blatter.

Quem vai coordenar a eleição e as reformas é Domenico Scala, o auditor chefe da Fifa. "Serão mudanças profundas", disse. Segundo ele, a partir da convocação da eleição, a Fifa terá de dar quatro meses para que candidatos se apresentem. Para Scala, o trabalho agora será o de criar as condições para "uma transição ordenada". "Essa era a melhor decisão", disse Scala.

Candidatos ao trono de Blatter não faltam. O jordaniano Ali já se lançou ao pleito. O ex-jogador Figo e o presidente da Federação Holandesa, Michael Van Praag, também admitem concorrer ao cargo. Michel Platini, presidente da Uefa, é cogitado.

Nesta terça-feira, Joseph Blatter deixou a sala de conferências da Fifa sem responder aos jornalistas e sem olhar o público. O evento foi organizado de última hora e pegou até seus aliados mais próximos de surpresa. Depois de 39 anos como parte da Fifa, ele tem um fim melancólico e ameaçador.