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Microcefalia não é barreira para alegria e disposição de dona Zilda

Esportes

Microcefalia não é barreira para alegria e disposição de dona Zilda

Ela descobriu o esporte aos 70 anos e é a prova real de que o esporte não tem idade

Foto: Reprodução

Quem observa a corredora Zilda Vieira, aos 79 anos, percebe a vitalidade no olhar, o sorriso contagiante e a disposição nos treinos e não imagina a sua trajetória de vida.

Ela é uma idosa vitoriosa tanto na vida quanto no esporte por quebrar preconceitos e conquistar muitas medalhas em sua história. O início da caminhada já foi difícil, e Zilda teve de superar a microcefalia - doença em que a cabeça e o cérebro da criança são menores que o normal -.

Porém, a doença não a limitou. Pelo contrário, ela cresceu driblando o problema e o preconceito e não tirou o sorriso e a persistência de sua caminhada. "Hoje tenho uma saúde de ferro. Só vivo alegre, rindo e brincando com os amigos. Sou muito feliz. Sinto falta dos meus pais, apesar de não ter sido criada por eles. Eu sou vitoriosa e venci muitos obstáculos, e ainda tenho mais tempo para vencer".

Atriz, cantora, instrumentista, artesã e também esportista. Dona Zilda é tudo isso. Antes de completar 80 anos (em 2020), ela é pura saúde, animação e bom humor. Ela descobriu o esporte aos 70 anos e é a prova real de que o esporte não tem idade. “Eu estava parada, era sedentária. Conheci o professor Luiz Cláudio Locatelli no núcleo de atletismo do Ifes e fui convidada. Não parei mais”.

E dona Zilda não parou mesmo. Ela coleciona medalhas, superação, boas marcas e realizações. “Corro porque eu amo esporte. Corro pela medalha, pelo troféu, pelas conquistas, e adoro estar no pódio. Treino todo santo dia, menos às quartas-feiras, que é o dia que tenho outras atividades”.

Dona Zilda ainda coleciona cerca de 100 medalhas e corre, inclusive, provas de meia-maratona. Ela conta que a primeira medalha veio logo em sua primeira competição, em São Paulo. “Tenho carinho por aquela medalha pois foi uma medalha de ouro, logo de primeira”.

É claro que a Dez Milhas Garoto faz parte de seu currículo. Ela já perdeu as contas de quantas vezes já participou da prova e guarda um sentimento muito especial pelo evento. "É uma corrida maravilhosa. O clima é muito legal e a gente vai curtindo a paisagem e a galera. Aumento e diminuo o ritmo ao longo do percurso e também dou uns trotes para concluir bem. Quero ir este ano de novo", avisou.

Boa de papo e fera nas pistas de atletismo, ela manda um recado aos idosos que hoje são sedentários. “Não fiquem parados deitados. Levantem-se, ergam a cabeça e pratiquem exercícios. Se eu posso, todo mundo pode”.