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Libertadores da América: confira como os brasileiros retornam e relembre as trajetórias

Esportes

Libertadores da América: confira como os brasileiros retornam e relembre as trajetórias

Desde a parada em decorrência da pandemia do novo coronavírus, os times passaram por muitas mudanças

Vitor Simões

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução / Instagram

A maior competição de clubes da América Latina está de volta. Nesta terça-feira, a Copa Libertadores da América retorna depois de seis meses paralisada, em virtude da pandemia do novo coronavíus. Os clubes brasileiros, no tempo em que estiveram longe da competição, passaram por mudanças nos comandos, no elenco e até mesmo no momento que viviam.

Nesta volta aos gramados em busca do sonhado título continental, que será decidido em final única no Maracanã, vamos relembrar quais eram as situações na qual se encontravam cada um dos times ainda envolvidos no torneio.

Flamengo: Talvez o clube que mais tenha sofrido com a paralisação. O atual campeão da Libertadores era visto como o time a ser batido e encarado como o grande favorito a conquistar novamente o continente. Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos o rubro-negro conquistou os seis pontos, vencendo o Junior Barranquila fora de casa e o Barcelona de Guayaquil no Maracanã. Dessa forma, terminou as duas primeiras rodadas na segunda posição do grupo A, atrás do Independiente Del Valle, que tem a mesma pontuação mas melhor saldo de gols.

No entanto, o time perdeu o principal pilar daquela equipe, o treinador Jorge Jesus, que aceitou o convite do Benfica e voltou para Portugal. Agora comandado pelo catalão Domènec Torrent, o Flamengo ainda tenta engrenar a sob o comando do novo treinador. Além de Jesus, o rubro-negro também perdeu o lateral-direito Rafinha, que foi para o Olympiacos-GRE, mas repôs a vaga trazendo o chileno Maurício Isla.

O clube volta a campo pela competição nesta quinta-feira, às 21h30, contra o líder Independiente Del Valle, jogando em Quito. Em relação ao time que entrou em campo pela última vez, o Flamengo não terá o goleiro Diego Alves, com covid-19 e uma lesão no ombro. Entretanto, tem a volta de Rodrigo Caio e Arão, ambos estavam lesionados e não participaram do último jogo, contra o Barcelona.

Palmeiras: O verdão chega para esta volta sem grandes novidades, porém com algumas mudanças importantes na equipe. Nas duas primeiras rodadas da competição, o time de Vanderlei Luxemburgo havia conseguido uma boa arrancada. O alviverde é o líder do grupo B com 100% de aproveitamento após as vitórias sobre Tigre-ARG, 2 a 0 fora de casa, e Guaraní-PAR, 3 a 1 em casa, respectivamente.

Em ambas as partidas, o treinador começou a partida com uma formação diferente e ousada, escalando quatro atacantes (Dudu, Willian, Rony e Luiz Adriano) e dois volantes que saem para o jogo (Bruno Henrique e Ramires). No entanto, a atual equipe não conta mais com Dudu, principal jogador do clube nas últimas temporadas, que foi emprestado para o Al Duhail, do Catar.

Sem o atacante, Luxa foi obrigado a mudar o estilo do time e mudou principalmente o meio, com as entradas dos garotos Gabriel Menino e Patrick de Paula nas vagas dos veteranos Bruno Henrique e Ramires. Além disso, quem passou a ganhar mais chances foram os meias Zé Rafael e Lucas Lima.

O Palmeiras vai reestrear pela Libertadores nesta quarta-feira, jogando contra o Bolívar, na altitude de La Paz. Quem também não vai poder atuar nessa volta ao time é o capitão Felipe Melo, lesionado, e o zagueiro Luan deve ganhar a vaga ao lado de Gustavo Gomez.

Athlético-PR: Vivendo um momento delicado no Brasileirão, o Athlético quer "virar a chave" para recuperar a confiança. Antes da paralisação do torneio, o time havia vencido em casa o Peñarol, na estreia, e perdido para o Colo-Colo, jogando fora de casa. Na ocasião o time ainda era comandado pelo treinador Dorival Júnior, hoje ex-treinador do Furacão.

Um fator que pode pesar, tanto positiva quanto negativamente, é o equilíbrio do grupo C. Todos os quatro times tem três pontos, ou seja, perderam um jogo e venceram o outro. Por critérios de desempate, o Jorge Wilstermann é o líder do grupo, enquanto os brasileiros dividem a segunda colocação com o Peñarol.

A equipe rubro-negra paranaense enfrentará o líder Wilstermann, na altitude de Cochabamba, na Bolívia, nesta reestreia. O técnico Eduardo Barros não contará com o zagueiro Thiago Heleno, o volante Léo Cittadini e o meia Nikão. Todos titulares e que haviam enfrentado o Colo-Colo na última rodada. No entanto, o time tem o retorno do goleiro Santos, que não participou daquele jogo.

São Paulo: O tricolor paulista vivia um momento ótimo sob o comando de Fernando Diniz naquele então início de temporada. No entanto, a paralisação afetou o momento da equipe e o time viveu momentos de instabilidade com o treinador, principalmente após a eliminação precoce no estadual diante do enfraquecido Mirassol.

Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos, o São Paulo acumulou três pontos, derrota na estreia diante do Binacional por 2 a 1 fora de casa e vitória por 3 a 0 no Morumbi contra a LDU. No grupo D da Libertadores, o tricolor é o vice-líder, atrás do River Plate.

As mudanças que o elenco são-paulino sofreu foram a transferência de Antony para o Ajax; Everton foi envolvido em uma troca com o Grêmio por Luciano; Alexandre Pato e Anderson Martins rescindiram o contrato; Paulinho Boia e Rodrigo Freitas foram reintegrados ao elenco; Bruno Alves, Arboleda e Juanfran perderam suas condições de titulares para Diego Costa, Léo e Igor Vinicius, respectivamente; Patryck, lateral-esquerdo do sub-17, foi promovido aos profissionais.

O compromisso do tricolor nessa volta será um duro desafio contra o River Plate, atual vice-campeão da América, nesta quinta-feira, no Morumbi. O tricolor não terá Daniel Alves para esta partida, que está lesionado.

Internacional: O colorado chega para este retorno em um momento ótimo. Líder do Brasileirão isolado, o time de Eduardo Coudet também se encontra na liderança do grupo E com quatro pontos, mesma pontuação do rival Grêmio, que perde nos critérios de desempate. O time venceu em casa a Universidad Católica por 3 a 0, e empatou o clássico na Arena Grêmio, 0 a 0.

Aliás, esse duelo é o principal causador da dor de cabeça que o treinador argentino terá para escalar a equipe. A equipe terá nada menos do que dez desfalques para este retorno à competição continental, sendo que seis destes são herança do Gre-Nal da Arena do Grêmio, que terminou com oito exulsos.

Moisés, Edenílson, Víctor Cuesta e Praxedes foram os quatro que estavam nesse meio. Musto e Marcos Guilherme também ficarão de fora devido ao terceiro cartão amarelo recebido, uma vez que o Inter precisou disputar as preliminares para entrar na fase de grupos. Fecham a lista de desfalques Paolo Guerrero, rompeu o ligamento cruzado do joelho direito e não atua mais na temporada, Peglow, Yuri Alberto e William Pottker, também por lesões.

O colorado encara o América de Cali nesta quarta-feira, no Beira-Rio, para defender a liderança do grupo.

Grêmio: O imortal, que vive um momento de recuperação no Campeonato Brasileiro, volta o foco para a competição continental. Assim como o rival Inter, o Grêmio terá alguns problemas para pôr o time em campo por conta das expulsões do último Gre-Nal. O time atualmente é o vice-líder do grupo com quatro pontos, venceu na estreia o América de Cali fora de casa e empatou em casa o clássico.

O técnico Renato Gaúcho não poderá contar com o atacante Pepê e o zagueiro Paulo Miranda, que foram expulsos naquela partida. O treinador não poderá contar também com Everton, que está gripado, e Maicon, que teve confirmada uma lesão na coxa direita no último domingo, após o jogo contra o Fortaleza.

A reestreia do tricolor gaúcho na competição em busca do tetra será na quarta-feira, no estádio no San Carlos de Apoquindo, no Chile, diante da Universidad Católica.

Santos: Líder isolado do grupo G e com 100% de aproveitamento nos dois primeiros jogos, o Santos reestreia na competição já nesta terça-feira, às 21h30, diante do Olímpia, na Vila Belmiro. Antes da paralisação, o Peixe havia vencido os confrontos contra Defensa y Justicia, da Argentina, fora de casa e o Delfin, do Equador, na Vila.

Na ocasião, o time paulista ainda era comandado pelo português Jesualdo Ferreira, demitido após a eliminação no Paulista para a Ponte Preta. Agora sob o comando de Cuca, o time vem bem no Brasileirão e quer confirmar a boa fase com uma nova vitória na fase de grupos e, posteriormente, avançar para o mata-mata.

Após poupar os jogadores mais desgastados na rodada de final de semana, contra o São Paulo, o técnico vai a campo com o time que tem de melhor a sua disposição. A equipe não poderá contar apenas com os atacantes Kaio Jorge e Raniel, que se recuperam da Covid-19, e o zagueiro Luiz Felipe, com uma lesão muscular.