Presidente diz que Conmebol não pagava impostos e exalta mudança na entidade

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Presidente diz que Conmebol não pagava impostos e exalta mudança na entidade

Redação Folha Vitória

Luque - O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fez um balanço de seu primeiro ano à frente da entidade e criticou a administração anterior. No cargo desde janeiro, quando foi eleito para substituir seu compatriota Juan Ángel Napout, o dirigente exaltou as transformações na confederação e se disse bastante satisfeito com seu trabalho e de sua equipe.

"Fizemos mudanças na administração, organizamos, profissionalizamos sistemas muito básicos, que não existiam na Conmebol. A Conmebol nunca tinha pagado a previdência social, nunca havia pagado impostos, não tinha profissionais capacitados para todos os cargos", declarou em entrevista ao SporTV.

Domínguez fez questão de distanciar sua administração da anterior. Isso porque Napout deixou a presidência da Conmebol no fim do ano passado após ser preso na Suíça em meio ao grande escândalo de corrupção que assolou a modalidade após investigação da Justiça dos Estados Unidos.

"O que mudou na Conmebol? Mudou tudo. Os sistemas de administração estão abertos, com prestação de contas, com objetivos claros, com metas propostas. Hoje, podemos dizer que, proporcionalmente, em relação à receita da Conmebol, estamos entregando aos clubes, com a intenção de que eles repassem aos jogadores, mais do que a Uefa ou do que qualquer outra confederação do mundo. Creio que isso já mostra qual é o nosso objetivo", afirmou.

O dirigente paraguaio garantiu que a maior mudança em sua administração foi tornar a Conmebol uma entidade que trabalha para o bem do futebol sul-americano. "A corrupção está em todas as instituições e é preciso lutar contra ela. Estou seguro de que a cultura do futebol na América do Sul agora está a favor do futebol. O controle tem que ser de todos. Ninguém quer se envolver com problemas. Eu não vim para o futebol para ter problemas."

Apesar dos elogios, o próprio Domínguez reconheceu a necessidade de novas mudanças e considerou a alianças de clubes com torcidas organizadas um dos grandes problemas do futebol na atualidade. "Dirigentes não devem, e sabem que não podem, se vincular com torcidas organizadas violentas. As organizadas, as torcidas violentas. Chegou o ponto em que isso tem que mudar. Os dirigentes têm que mudar e ser responsáveis pelas instituições que gerenciam."