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Novo casos de doping podem tirar Rússia da Olimpíada no levantamento de peso

Esportes

Novo casos de doping podem tirar Rússia da Olimpíada no levantamento de peso

Moscou - A 11 dias do julgamento que vai definir se participará das competições de atletismo nos Jogos do Rio, a Rússia agora também corre o risco de ficar fora da Olimpíada também no levantamento de peso. Nesta segunda-feira, a Agência Antidoping da Rússia (RUSADA) anunciou a suspensão de seis halterofilistas do país, incluindo a campeã mundial júnior Larisa Kobeleva.

A suspensão dos seis atletas é retroativa à data da colheita da amostra que apontou o doping. O caso mais antigo é de Kobeleva, flagrada em 24 de março de 2015, enquanto o mais recente data de 18 de novembro, também do ano passado. No site da Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF, na sigla em inglês) consta suspensões para outros três atletas que testaram positivo em 2015: Ilya Atnabaev, Artem Grigoryan e Denis Kekhter.

Assim, são, no total, nove casos positivos de doping no levantamento de peso da Rússia apenas em 2015. As regras de classificação para o Rio-2016, publicadas pela IWF e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) são claras: "Se nove ou mais violações das regras antidoping foram cometidas por atletas ou outras pessoas filiadas à federação nacional dentro do mesmo ano calendário, então o Comitê Executivo (da IWF) pode suspender a federação nacional por quatro anos". Há ainda outros casos não contabilizados pela IWF, como de Aleksey Lovchev, campeão mundial absoluto no ano passado, que ainda recorre da suspensão.

Essa regra já foi aplicada à Bulgária, que teve 11 casos de doping notificados às vésperas do Campeonato Europeu do ano passado. Os búlgaros recorrem à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), localizada na Suíça.

No levantamento de peso, as vagas são distribuídas por países, independente da subdivisão de peso. São somados os resultados de todos os atletas do país em uma determinada competição e formulada uma classificação geral por nações.

A Rússia é uma potência da modalidade, tanto que ficou em primeiro lugar no masculino nos resultados somados dos Mundiais de 2014 e 2015. No ano passado, por exemplo, somou 151 pontos, contra 133 do Casaquistão, segundo colocado. No feminino, ficou em segundo no ranking, só atrás da China.

Ao se confirmar a suspensão, a Rússia deve perder as 10 vagas que conquistou no Rio-2016 - cota máxima. Considerando apenas a prova que soma o resultado do arranco e do arremesso (única prova disputada na Olimpíada), os russos ganharam nove medalhas no último Mundial, três de cada cor.