
A CBF anunciou nesta terça-feira (27) o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem do futebol brasileiro. Inicialmente, o programa terá 72 árbitros. São 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR).
A lista tem dois representantes do futebol capixaba: o árbitro central Davi de Oliveira Lacerda e o assistente Douglas Pagung.
Ambos, por sinal, vão atuar juntos no jogo Fluminense x Grêmio, nesta quarta-feira (28), pela primeira rodada do Brasileirão.
Árbitro com mais partidas no Brasileirão de 2025
Davi de Oliveira Lacerda, 30 anos, foi o árbitro central com mais partidas no Brasileirão do ano passado. Foram 30 partidas na Série A.
Ainda em 2025, o árbitro capixaba apitou cinco partidas da Copa do Brasil, três da Série B do Brasileiro, uma da Série C do Brasileiro e a final da Copa Verde.
Ja na temporada atual, Davi Lacerda apitou o clássico Atlético-MG x Cruzeiro, válido pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. O Galo venceu por 2 a 1, mas reclamou de um pênalti não marcado em Bernard, nos acréscimos do primeiro tempo da partida disputada na Arena MRV.

Único assistente do ES no programa da CBF
Douglas Pagung, de 41 anos, é o único assistente capixaba que estará no programa de profissionalização da arbitragem da CBF.
Ele atuou em 28 partidas da Série A do Brasileirão em 2025, algumas delas junto com o árbitro central Davi Lacerda, como o Fla-Flu da 34ª rodada da competição.

Salário mensal e “rebaixamento”
A CBF escolheu os 72 profissionais com os quais terá contrato de trabalho. Os escolhidos vão receber notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. E integrarão um ranking que será atualizado a cada rodada.
Ao final de cada temporada, ao menos dois de cada função estarão sujeitos a rebaixamento. E outros que tenham se destacado podem ser promovidos.
Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio”
Samir Xaud, presidente da CBF
Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance. E deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade.
A entidade informou que vai investir cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027.