Foto: Gilson Ramos
Foto: Gilson Ramos

O desafio lançado pelo Folha Vitória essa semana para descobrir que são os maiores colecionadores de camisas do Flamengo e do Palmeiras mobilizou torcedores dos dois times, que disputam a final da Libertadores na tarde deste sábado (29), em Lima, no Peru.

Morador de Vila Velha, o palmeirense Gilson Ramos enviou ao Folha Vitória fotos de sua coleção com 80 camisas do time paulista. O torcedor conta que a relação dele com o Palmeiras sempre foi construída na raça, no suor e na emoção das arquibancadas.

Ele revela que tudo começou em 1986, quando ainda era um garoto e viu a final do Paulista contra a Inter de Limeira. Mesmo com o resultado amargo, foi naquele momento, aos 9 anos de idade, que seu coração decidiu o time para qual passaria a torcer. “O verde me chamou e, dali pra frente, nunca mais teve volta”, declarou Gilson.

O palmeirense ainda comenta que ganhou a primeira camisa, a da Mancha Verde, torcida organizada do time paulista, aos 14 anos, em 1990.

Segundo ele, ela era simples, de torcida, mas era como vestir a própria história do clube. “Aquele tecido representava não só o time, mas minha entrada definitiva no universo palmeirense”, diz o torcedor.

Primeira camisa oficial comprada e período histórico

A primeira camisa oficial foi comprada por Gilson na adolescência com muito custo. Ele relata que o uniforme era caro e pouco acessível, mas aquela era uma época emblemática para o Palmeiras, que era patrocinado pela Parmalat e contava com um esquadrão que deu fim ao jejum de 17 anos sem título, em 1993. No elenco desse time histórico, estavam Edmundo, Roberto Carlos, Evair e César Sampaio.

Eu juntei dinheiro como dava, economizando moedinha e deixando de comprar besteira, fazendo malabarismo de adolescente que sonha grande. Quando finalmente consegui comprar aquela camisa oficial do Palmeiras, foi como segurar um troféu nas mãos.

Gilson Ramos

Gilson explica que não era só um uniforme, mas também a prova de um ciclo: do menino de 9 anos que vestiu a Mancha pela primeira vez ao torcedor que conseguiu conquistar sua primeira oficial em um período emblemático da história do clube. Ele completa que a camisa da Parmalat marcou uma era de renovação dentro de campo e também a própria jornada dele como palmeirense.

Até hoje, quando ele vê essa camisa na coleção, se lembra do esforço, da gratidão, do orgulho e daquela sensação única de pertencimento. Segundo Gilson, ela não é apenas uma peça de 1992/1993, é um capítulo inteiro de sua vida, é a lembrança viva de que o amor pelo Palmeiras começou cedo, se fortaleceu na adversidade e segue firme como sempre.

Bernardo Mont'Mor *

Estagiário

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e estagiário no jornal Folha Vitória

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e estagiário no jornal Folha Vitória