
A baiana Nubia de Oliveira foi a melhor brasileira na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo (SP), com recorde de mais de 55 mil corredores.
Ela terminou a prova na terceira colocação pelo segundo ano consecutivo, fazendo o percurso de 15km em 52min42.
Nubia foi a vencedora da Dez Milhas Garoto em 2025, quebrando um tabu de 18 anos sem vitória de uma corredora brasileira na tradicional prova entre Vitória e Vila Velha.

Vencedora desmaia após a linha de chegada
Já o primeiro lugar da São Silvestre na prova feminina ficou com Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, que dominou a prova de ponta a ponta.
Com o tempo de 51min06, ela quebrou a sequência de oito anos das quenianas no topo do pódio. Logo após a chegada, Sisila desmaiou e precisou ser carregada. Cynthia Chemweno, do Quênia, ficou em segundo, com 52min30.
No masculino, Muse Gizachew, da Etiópia, superou Jonathan Kipkoech, do Quênia, nos 50 metros finais e venceu a prova masculina. A diferença entre os dois foi de apenas quatro segundos: 44min28 de Gizachew contra 44min32 de Kipkoech.
O brasileiro Fábio Jesus ficou na terceira posição com 45min06.
Campeões recebem mais de R$ 60 mil em premiação
Os seis melhores colocados no masculino e no feminino receberão premiação. Os campeões vão faturar R$ 62.600,00 cada. No total, serão distribuídos R$ 295.160,00 em prêmios, valor recorde.
A última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre foi em 2005, quando Marílson Gomes dos Santos conquistou o bicampeonato. Na categoria feminina, o Brasil venceu pela última vez com Lucélia Peres, em 2006. De lá para cá, apenas atletas da África venceram a competição.
O maior vencedor da São Silvestre é o queniano Paul Tergat, com cinco títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). No feminino, a portuguesa Rosa Mota lidera com seis vitória consecutivas de 1981 a 1986.