
A fintech capixaba Paytime foi adquirida pela Bemobi, companhia listada na B3 (BMOB3) e líder em soluções especializadas de pagamentos. A negociação envolve a compra de 50,1% do capital da empresa fundada na capital capixaba – e pode chegar a R$ 300 milhões, condicionada ao cumprimento de metas e critérios previamente estabelecidos entre as partes. Com mais de 700 parceiros e cerca de 300 mil estabelecimentos conectados, a Paytime movimenta, hoje, R$ 15 bilhões anuais em volume total de pagamentos.
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“Esse movimento reconhece o trabalho que construímos aqui no Espírito Santo”, aponta CEO
Em operação desde 2018, a capixaba se consolidou nos últimos anos como uma das principais plataformas brasileiras de Embedded Payments (leia-se: pagamentos embutidos, ou seja, a integração de soluções de pagamento diretamente em plataformas ou aplicativos não financeiros, como e-commerces, apps de delivery ou mobilidade) e Payment as a Service – PaaS (modelo em que a infraestrutura de pagamentos é oferecida como serviço para que empresas criem e operem seus próprios produtos financeiros).

Com a transação, a empresa, fundada por Leonardo Moreira Gomes, Plinio Escopelle Gomes Neto e Alex Moreira Gomes, passa a operar com maior escala e capacidade de investimento. Entre os primeiros desdobramentos estão a integração de funcionalidades como Google Pay, Apple Pay e assinaturas recorrentes, além de um plano de lançamento de mais de 50 novas funcionalidades ao longo de 2026.
A nova estrutura integrará a plataforma e as soluções da Paytime à plataforma Bemobi Pay, unificando tecnologia, infraestrutura e capacidade operacional para atender diferentes perfis de clientes de grande porte. A operação de micro e pequenas empresas (SMBs) da capixaba seguirá funcionando de forma independente, mantendo seu foco original. O CEO Leonardo Moreira Gomes seguirá à frente de ambos os negócios.
“Esse movimento reconhece o trabalho que construímos aqui no Espírito Santo e amplia nossa capacidade de levar a Paytime a novos patamares. Sempre acreditamos que era possível democratizar a criação de fintechs com tecnologia simples, acessível e poderosa, e agora ganhamos ainda mais escala para acelerar esse propósito”, afirma Leonardo.