Em 2025, saca de café arábica foi arrematada por R$ 29 mil no Caparaó
Em 2025, saca de café arábica foi arrematada por R$ 29 mil no Caparaó

Um dos eventos mais tradicionais da cafeicultura brasileira abre o calendário de 2026 celebrando história, identidade e cafés de excelência. A 8ª edição do Conexão Caparaó será realizada nos dias 16 e 17 de janeiro, em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto (ES), na divisa com Minas Gerais. Com o tema “Nossas Origens”, o encontro homenageia as famílias pioneiras que ajudaram a construir a história do Caparaó capixaba.

Segundo Gustavo Vilas Boas, associado da Aprupem e um dos organizadores do evento, o Conexão chega à oitava edição vivendo um novo momento. “O evento dá mais um salto. A sétima edição foi um marco, principalmente quando trouxemos a gastronomia regional para dentro do Conexão. Foi um sucesso e, neste ano, estruturamos ainda mais essa parte”, afirma.

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A programação reúne produtores, empreendedores, moradores e visitantes ligados à produção de cafés de qualidade, com dia de campo, palestras, oficinas, leilão de cafés especiais, shows musicais, copa de métodos de preparo, experiências gastronômicas e o tradicional passeio de trator pelos cafezais da região. Um dos momentos mais aguardados é o Tratoraço, que abre o sábado com uma carreata com mais de 20 tratores, passando pela entrada do Parque Nacional do Caparaó e por áreas produtoras de café. 

A grande novidade desta edição é a 1ª Sessão de Cinema Conexão Caparaó, que exibirá o documentário “Nossas Origens e Seus Contos”, na sexta-feira (16). Com cerca de uma hora de duração, o filme retrata a trajetória das famílias que ajudaram a moldar o distrito de Pedra Menina e seu entorno. “Nós reunimos as pessoas mais antigas de cada comunidade para contar a história da região pelos olhos de quem participou da fundação desses lugares. É uma homenagem e também um resgate da memória do Caparaó”, explica Vilas Boas.

Idealizado e roteirizado pela Associação dos Produtores Rurais de Pedra Menina (Aprupem), com apoio do Sicoob, o documentário aborda temas como o Parque Nacional do Caparaó, o café, a escola, a igreja e outros episódios marcantes da história local. “Hoje o Caparaó é visto como um território valorizado, com cafés reconhecidos entre os melhores do mundo, mas nem sempre foi assim. O documentário mostra como era a realidade daqui e a virada de chave que aconteceu com o café especial e o turismo”, destaca o organizador.

Além do cinema, o evento mantém o foco em negócios e qualidade. A segunda edição da Copa de Métodos de Preparo de Café, que premia o campeão com uma saca de café especial, e as provas abertas ao público dos Cafés Campeões reforçam a proposta de aproximar consumidores e compradores. “Queremos que o Conexão Caparaó se torne um evento fundamental na agenda de quem lida com café especial, seja produtor, comprador, torrefador, barista ou consumidor”, afirma.

A expectativa é de crescimento também no público e no leilão. Em 2025, o evento recebeu mais de 3 mil visitantes e registrou recorde no leilão, com uma saca arrematada por R$ 29 mil. Para 2026, a organização projeta superar 4 mil visitantes nos dois dias. “Os cafés deste ano prometem pontuações elevadíssimas. Não sabemos qual será o teto, mas esperamos que o recorde seja batido”, diz Vilas Boas.

Com participação de produtores dos dois lados da divisa, o Conexão Caparaó reforça o caráter interestadual da Denominação de Origem Caparaó, que reúne 16 municípios, sendo dez no Espírito Santo e seis em Minas Gerais. “É um evento que nasce em Pedra Menina, mas que representa todo o Caparaó. Quem visita encontra a cadeia completa do café, desde insumos e maquinários até compradores e instituições financeiras”, conclui.

Em 2025, saca de café arábica foi arrematada por R$ 29 mil no Caparaó

As expectativas para o leilão desta edição de 2026 estão altas. Em 2025, o leilão de cafés especiais dos cafeicultores associados à Aprupem superou os números do ano anterior. A saca de 60 quilos de café arábica foi arrematada por R$ 29 mil, um recorde. O grande vencedor do Concurso de Qualidade, com 89,458 pontos, foi o cafeicultor Tiago de Souza Alves, do Sítio Forquilha do Rio, localizado em Dores do Rio Preto, Espírito Santo.

Na época, o leilão movimentou, no total, R$ 132 mil. O café arábica vencedor foi arrematado pela Casa Raiho e Café ao Leu de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na edição de 2024, o café arábica campeão do Concurso de Qualidade foi arrematado em leilão por R$ 23.500,00. Na época, ficou em primeiro lugar o cafeicultor João Vithor Medeiros Lacerda, do Sítio Forquilha do Rio. Os grãos cultivados atingiram a marca de 88,63 pontos.

Stefany Sampaio
Stefany Sampaio

Colunista

Stefany Sampaio revela o universo do agronegócio capixaba de Norte a Sul, destacando dados, histórias inspiradoras, produtores e os principais acontecimentos do setor.

Stefany Sampaio revela o universo do agronegócio capixaba de Norte a Sul, destacando dados, histórias inspiradoras, produtores e os principais acontecimentos do setor.