Guarapari deve ganhar novo PDM ainda este ano

Guarapari deve ganhar um novo Plano Diretor Municipal (PDM) até o final de 2026. A previsão é do secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação da cidade, Alexandro da Vitória, que afirma que o município já está em fase de revisão do principal instrumento de planejamento urbano da cidade. A proposta, segundo ele, é entregar um documento ‘mais moderno e desburocratizado’, alinhado ao ritmo de crescimento da construção civil e à necessidade de garantir funcionalidade urbana em uma cidade turística que recebe mais de 1,5 milhão de turistas apenas durante o verão.

Meta é chegar a 5 milhões de m² aprovados até abril

A revisão do plano ocorre em paralelo a uma agenda mais ampla de ajustes na política urbana do município, que inclui a atualização do Código de Obras e a articulação com o Plano de Mobilidade. De acordo com o secretário, a iniciativa busca dar mais previsibilidade às regras urbanísticas e aos processos de aprovação, ao mesmo tempo em que procura compatibilizar o avanço dos investimentos privados com a capacidade de funcionamento da cidade ao longo do ano.

Segundo Alexandro da Vitória, a secretaria identificou gargalos operacionais e pontos de complexidade na aplicação da legislação urbanística, o que levou a ajustes internos nas equipes e nos fluxos de análise dos projetos. Esse movimento, afirma, permitiu acelerar a tramitação dos processos sem alterar o conteúdo das regras vigentes, enquanto a revisão do PDM avança.

Os efeitos já aparecem nos números do setor. Guarapari soma atualmente cerca de 2,9 milhões de metros quadrados em obras aprovadas e deve atingir, em breve, a marca de 3 milhões. Até abril de 2026, a meta da secretaria é alcançar 5 milhões de metros quadrados aprovados.

“Estamos falando de um volume significativo de projetos em andamento, que exige planejamento e coordenação para que a cidade consiga absorver esse crescimento”, afirma o secretário.

Ele aponta que parte desse avanço está ligada à aprovação de novos condomínios e loteamentos. A estimativa, segundo ele, é que o município aprove, em média, cerca de 12 novos empreendimentos desse tipo por ano. Na avaliação do secretário, cada novo loteamento amplia a base de crescimento da cidade, ao viabilizar novas residências, prédios e serviços, o que reforça a necessidade de planejamento integrado para evitar sobrecarga de infraestrutura.

No mesmo contexto, a revisão do Código de Obras avança de forma integrada ao novo Plano Diretor. Segundo Alexandro da Vitória, a proposta é simplificar procedimentos e alinhar métodos construtivos, criando uma linguagem mais próxima à adotada em outros municípios da Grande Vitória, sem perder de vista as especificidades locais.

“A gente está revisando o Código de Obras. A ideia é transformar o Código de Obras de uma forma que a Grande Vitória tenha um grande Código de Obras, que seja espelho para Vila Velha, Vitória e Serra. A gente tem que falar a mesma língua, facilitar essas construções. O plano diretor é uma coisa mais específica de cada município, porque ele retrata a realidade socioeconômica da cidade. Por isso, essas nuances precisam ser debatidas com mais calma. Já o Código de Obras trata de métodos construtivos, e isso é totalmente possível de unificar”, completa.

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Ricardo Frizera

Colunista

Sócio-diretor da Apex Partners, casa de investimentos com R$ 14 bilhões de reais sob cuidado. Seu propósito é ajudar a colocar o Espírito Santo no mapa. Alcança mais de 1 milhão de pessoas por mês utilizando plataformas de mídia digitais e tradicionais.

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