Recorde histórico: setor de rochas naturais alcança US$ 1,48 bilhão em exportações

Mesmo sob o impacto do ‘tarifaço’ imposto pelos Estados Unidos, o setor brasileiro de rochas naturais encerrou o ano de 2025 com o melhor desempenho de sua história: US$ 1,48 bilhão em exportações, alta de 17,5% em faturamento na comparação com 2024. O Espírito Santo foi o principal motor desse avanço, concentrando 78,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no segmento e reafirmando sua liderança como maior polo exportador nacional. O resultado – que supera o recorde anterior, registrado em 2021 – foi puxado pela valorização do preço médio e avanço em mercados estratégicos, segundo a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).

EUA seguem como principal destino; Itália acelera e cresce 42,2%

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das rochas naturais brasileiras em 2025, respondendo por 53,6% das exportações, com faturamento de US$ 795 milhões, crescimento de 11,8% em relação a 2024. Na sequência aparecem China, com 17,5% de participação (US$ 260,1 milhões; +19,0%), e Itália, que alcançou US$ 117,7 milhões, registrando um avanço expressivo de 42,2% no ano. México, Reino Unido e Espanha completam o ranking dos seis principais mercados, todos com desempenho positivo, reforçando a ampliação da presença brasileira em destinos considerados estratégicos para o setor.

De tudo o que foi exportado pelo setor, o Espírito Santo manteve ampla liderança, respondendo por 78,5% das exportações do país e registrando crescimento de 12,2% em valor. Já Minas Gerais participou com 9,1%, enquanto o Ceará respondeu por 7,4%.

Tales Machado, presidente da Centrorochas, aponta que além do crescimento em faturamento, o setor também avançou em volume físico exportado. Em 2025, as vendas externas somaram 2,11 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação ao ano anterior. Segundo ele, o dado reforça um movimento consistente de valorização das rochas naturais brasileiras, impulsionado principalmente pela elevação do preço médio de exportação, que ficou 14,2% acima do registrado em 2024.

“Os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre, o setor poderia ter alcançado um faturamento próximo de US$ 1,6 bilhão em 2025”, afirma.

Na avaliação, ele leva em conta a queda de 8,7% no volume de granitos exportados em 2025 e a baixa de 7,5% nas vendas de mármores no mesmo período. “Para as empresas focadas exclusivamente na extração de mármore e granito, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor, nos surpreendendo com esse recorde histórico”, explica.

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Ricardo Frizera

Colunista

Sócio-diretor da Apex Partners, casa de investimentos com R$ 14 bilhões de reais sob cuidado. Seu propósito é ajudar a colocar o Espírito Santo no mapa. Alcança mais de 1 milhão de pessoas por mês utilizando plataformas de mídia digitais e tradicionais.

Sócio-diretor da Apex Partners, casa de investimentos com R$ 14 bilhões de reais sob cuidado. Seu propósito é ajudar a colocar o Espírito Santo no mapa. Alcança mais de 1 milhão de pessoas por mês utilizando plataformas de mídia digitais e tradicionais.