Mudança e Adaptação: normal é ser diferente

Ontem realizei uma Live no Instagram do Folha Vitória (@folhavitoria) com a Roberta Kato, empresária, gestora e consultora na área de Recursos Humanos, inclusive conduzindo esta área em grandes grupos empresariais capixabas. Abordamos temas diversos enfrentados por empresários, trabalhadores, estudantes e pessoas em geral.

Destarte o primeiro ponto a ser citado foi a questão da transparência nas relações e como tem sido um diferencial no momento atual. Isso permite que as pessoas possam focar sua energia onde realmente precisam, sem se preocupar com outros aspectos da empresa, vida ou processos. Em geral, preocupação nos coloca em estado de alerta e gera desgaste.

Conforme Roberta colocou, há momentos em que queremos “poupar as pessoas de notícias ruins” mas tanto na vida quanto nas empresas, só podemos obter ajuda se o outro souber o que está acontecendo, e aqui tanto a transparência quanto a confiança fazem a diferença. Segundo ela, não somos resistentes a mudança, mas sim a incerteza do que vem depois.

Sugeriu que uma das grandes mudanças tende a acontecer na cadeia de “Controle e Comando”, onde as pessoas devem ter mais autonomia, auto gestão e proatividade para sinalizar aos líderes e parceiros, combinando liberdade com responsabilidade.

Aqui esclarece a importância das pessoas buscarem seu próprio desenvolvimento, seja dentro ou fora de empresas, especialmente num momento onde se tem cada vez mais conteúdo de qualidade sendo disponibilizado de forma gratuita. Nem todos tem acesso, mas em geral, é preciso investigar se a questão é disponibilidade ou vontade, cabendo a cada um assumir protagonismo na construção de sua trajetória pessoal e profissional.

Diante de tantas mudanças, perguntei se ela achava que o modelo de trabalho remoto poderia ser adotado em larga escala – sua resposta abordou aspectos importantes: atualização da legislação, análise de perfis pessoais, características da função desempenhada, custos tangíveis e ganhos intangíveis. A “conta” não é tão simples, e cada análise irá buscar equilíbrio entre maximizar resultado e agregar valor.

Sua idéia é que o ambiente de escritórios irá mudar, diminuindo a idéia de “ninhos” de modo que as pessoas não tenham posições fixas de trabalho mas maior mobilidade, dentro e fora das empresas. Isto pode potencializar as trocas e colaboração entre áreas, pessoas e empresas que não interagiam até então.

Ao que tudo indica, a empatia será um fator chave neste processo uma vez que nos reconhecermos como seres imperfeitos em estágio de adaptação. Mudar e acolher mudanças será o próximo passo: torço que saibamos começar com o pé direito.

 

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