Setembro Amarelo, vamos falar do que precisa ser dito?

Já parou pra pensar que em alguns dias estaremos entrando nos 3 meses finais de 2020? Não fosse pelo passar das estações, agora início da primavera, muitas pessoas ainda sentiriam como se estivessem em março. As restrições a que fomos submetidos causam uma sensação de pausa no tempo, desconstruindo rotinas e planos antes estruturados.

Em meio a essa “bagunça”, gerou-se ainda mais instabilidade emocional nas pessoas que foram submetidas a desafios que não previam e obstáculos que até então não imaginavam. Não apenas por isso, o cenário desdobrado nem sempre é propício para grandes mudanças e nem facilita o acesso a alternativas.

Falar do cenário atual é fazer apenas um recorte de algo mais sério que já vinha acontecendo a bastante tempo. O mundo enfrenta uma epidemia tão grande quanto a do Coronavírus, neste caso, a “epidemia da saúde mental”. Números da Organização Mundial da Saúde indicam que em torno de 10% da população mundial já tenha convivido com algum tipo de transtorno mental.

Especificamente a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de substâncias são males que acometem cada vez mais pessoas, e agregado a isso, o Brasil hoje é um dos países mais ansiosos do mundo.  E exatamente por ter ciência desta triste realidade é que precisamos falar abertamente dela. Conhecer a realidade é o primeiro passo para ajudar a transforma-la.

É importante recordar que nem sempre vamos estar bem, e isso por si só é algo natural, ou pelo menos, mais comum do que possamos imaginar. Todavia, um estado negativo reiterado pode trazer indícios de incômodos mais latentes que precisam de atenção, e nada mais justo do que buscarmos apoio para superar estes novos desafios.

Respeito e empatia pelo próximo são maneiras de ajudar quem precisa, se tornando disponível e atento aos pequenos detalhes que podem revelar grandes frustrações, afinal, muitos destes transtornos agem de forma silenciosa. Desta forma começamos a criar um espaço que acolhe os desafios de maneira genuína, compreendendo que com os recursos adequados podemos apoiar sua superação.

Por isso mesmo é importante desconstruir os preconceitos que por vezes se criam no que diz respeito a buscar ajuda. De verdade, buscar ajuda é a atitude a ser destacada, afinal, só pede ajuda quem deseja melhorar, e faz parte da natureza humana este processo.

Se este assunto te toca de maneira direta ou recorda alguém a quem possa servir, vale a pena conferir mais informações no site da Campanha Setembro Amarelo clicando aqui e também conhecer o CVV (Centro de Valorização a Vida) acessível ao ligar 188 no telefone (24 horas e sem custo). Fazer o bem faz bem, compartilhe.

* artigo escrito por Rafael Ottaiano, fundador da Positiv Network.

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3 Respostas para “Setembro Amarelo, vamos falar do que precisa ser dito?

  1. Realmente, o que podemos esperar ainda neste exercício de 2020. Por tudo espelhado nossas atitudes hão de ter mudanças em nós mesmo, para o nosso crescimento interno e depois externá-los aos próximos que estão bloqueados. Ótima razões apresentadas nós comentários produzidos por vocês.
    Obrigado.

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