CEO da Agenda Edu destaca que o uso da tecnologia na educação é um “legado” da pandemia

Legado

“Ajudar escolas e famílias a se comunicarem melhor”. Esse era o propósito de Anderson Morais, fundador e CEO da Agenda Edu, startup criada há seis anos com o intuito de aperfeiçoar a comunicação entre duas partes fundamentais na vida educacional de todo estudante: família e escola. Hoje, milhares de instituições de ensino e milhões de usuários são impactados pelo aplicativo da Agenda Edu.

Morais palestrou no painel “Educação Privada de alto impacto”, do 8º Fórum Liberdade e Democracia, que ocorreu na última sexta-feira, em Vitória. O CEO da Agenda Edu acredita que a pandemia deixou um importante “legado” para a esfera educacional.

“Quanto à curva de adoção de tecnologia não tem como voltar atrás, porque a escola realmente se digitalizou para passar pela pandemia. O processo de digitalização fez a escola entender que alguns processos não deveriam ser do jeito que já estavam postos.

A pandemia mundial da COVID-19 interrompeu as aulas presenciais de milhões de estudantes espalhados pelo Brasil. A única maneira que as instituições de ensino encontraram de manter os seus alunos estudando e de se comunicar com as famílias foi por meio dos aparatos tecnológicos. Por isso, Morais não acredita que as escolas vão abrir mão dessa praticidade.

“Creio que ela não vai voltar para um processo, um momento completamente ineficiente só porque a pandemia acabou. Tecnologia, sim, é um legado. Não tem como voltar atrás, porque mexeu-se na estrutura”, explica Morais.

Mas quando o tema é comunicação e e presença dos pais…

Se para Morais a tecnologia veio para ficar na vida acadêmica dos estudantes, o mesmo não se pode dizer em relação a uma maior comunicação e presença dos pais. Segundo ele, a pandemia abriu os olhos dos responsáveis para esses dois pontos.

“Ainda não é um legado, mas poderá ser. Pois, na verdade, o que a pandemia fez foi evidenciar a necessidade da família de entender a jornada educacional e participar. Isso porque, há muito tempo, a família não era mais corresponsável pelo processo educacional. Ela então olhava para a escola como um local para deixar o filho – e, de certa forma, ela pagava por aquele serviço -, e a escola deveria entregar o filho no final do ano com o aprendizado sem a participação dela”.

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Anderson Morais, fundador e CEO do Agenda Edu – Foto: Cloves Louzada

O CEO da Agenda Edu acredita que só dá para cravar uma real mudança de comportamento dos pais e responsáveis quando o trabalho das instituições de ensino voltar ao normal.

“No pré-pandemia a única forma que a família via de participar da vida escolar do filho era pagando a mensalidade. Agora ela entende que não é só isso. É pagar, mas tem que participar, tutorar, cobrar etc. Mas eu não consigo dizer se isso fica como um legado, pois não sei se quando as escolas abrirem as portas a família volta para o que era antes”, finaliza.

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