3 principais desafios durante o ensino remoto e híbrido e como superá-los

Ensino remoto e híbrido
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A troca do ambiente presencial para o ensino remoto, agora híbrido, foi repentina. No setor educacional os docentes tiveram que aprender a lidar com as adversidades e encontrar formas de guiar os alunos no processo de aprendizagem. Problemas de conexão, pais também trabalhando remotamente e toda a ansiedade gerada pela pandemia exigiam resiliência e paciência de pais, alunos e professores.

De acordo com Cesar Barreto, Executivo de Contas LATAM na Turnitin, empresa global de tecnologia educacional, os desafios foram muitos. Os educadores, no entanto, não mediram esforços para continuar a promover boas práticas educacionais em meio a pandemia.

“Os desafios do ensino remoto e híbrido afetam instituições, educadores, alunos e familiares. O ensino totalmente remoto já não é uma tarefa fácil. Mas unir as modalidades presencial e online pode ser um desafio ainda maior para garantir o processo de aprendizagem. No entanto, com a colaboração de todos para encontrar alternativas, é possível superar alguns dos obstáculos. E mais: até criar novas práticas que poderão ser levadas adiante. A tecnologia educacional que apoia o processo de avaliação e o pensamento original do estudante, por exemplo, é uma ajuda bem-vinda não apenas neste período, mas também no ensino 100% presencial”.

Dificuldades e soluções para os desafios do ensino remoto e híbrido

  1. Concentração;
  2. Avaliações e acompanhamentos;
  3. Conexão e acesso.

concentração

Para o professor pode ser difícil manter a atenção dos alunos durante a aula remota. E esse tem sido um dos principais desafios para muitos deles. No ambiente familiar as distrações podem estar presentes o tempo inteiro. Isso porque nem todos os alunos, e até mesmo professores, têm um espaço tranquilo e silencioso para estudar. Além disso, existe a ansiedade gerada pelo fato de estar em casa o tempo todo.

Por outro lado, ter parte da turma assistindo a aula remotamente e parte presencialmente, como é o caso do ensino híbrido, também traz desafios específicos. Manter a motivação tanto de quem está na sala de aula quanto de quem está em casa é uma das tarefas mais difíceis tanto para estudantes quanto para educadores.

“Acompanhar 3 horas de aulas seguidas pelo computador é uma experiência muito diferente de assistir às aulas presencialmente. A atenção pode se perder facilmente e a aula tende a maçante. O mesmo serve para o educador”, afirma Barreto.

“O professor pode propor pequenos intervalos de 10 ou 15 minutos para a turma em momentos estratégicos para descontrair, além de incentivar a participação dos alunos com jogos, perguntas e provocações. Além disso, no caso do ensino híbrido, é preciso tomar cuidado para não deixar de lado os alunos que estão acompanhando a aula remotamente em prol dos que estão presencialmente”, complementa.

avaliações e acompanhamento

Outro desafio bastante comum no ambiente remoto é a avaliação dos alunos, uma etapa fundamental do processo de aprendizagem, além de garantir a integridade dos trabalhos entregues.

E não se trata apenas de uma nota, mas é a maneira do educador saber se o aluno está ou não absorvendo os conceitos durante as aulas. Fora do ambiente presencial as avaliações tornaram-se um desafio e instituições e docentes precisaram encontrar novas maneiras tanto de aplicar provas e outros tipos de avaliações, quanto de verificar se o método estava realmente funcionando para o desenvolvimento do aluno.

De acordo com Barreto, no caso de provas, vale limitar o tempo que os estudantes têm para fazer o teste com uma plataforma de avaliação. “O tempo deve ser confortável para os alunos que conhecem o material, mas não tão generoso para permitir que eles usem dispositivos eletrônicos para encontrar respostas”.

Além disso, projetar provas com questões abertas também ajuda no processo de aprendizagem. “É uma maneira de avaliar a capacidade dos estudantes de utilizar criticamente as informações de materiais específicos de referência. Ferramentas de bloqueio do navegador, que inibem a navegação para outros sites durante uma sessão de testes, podem impedir os estudantes de acessar recursos não autorizados”, afirma ele.

conexão e acesso

No Brasil, qualidade de conexão à internet e computadores ou laptops ainda não são realidade para todos. Muitos alunos vêm acompanhando as aulas pelo celular, por exemplo, o que certamente apresenta um desafio para a educação remota.

Os problemas de acesso e conexão podem ser difíceis de serem resolvidos. Muitas vezes, entretanto, as instituições e os docentes podem nem saber de tal problema. “Conversar com os estudantes e entender qual a maior dificuldade no momento e apresentar alternativas como entregar atividades impressas a alguns alunos, se houver essa possibilidade, além do uso de aplicativos de mensagem para enviar áudios e vídeos, são soluções a considerar”, diz Cesar Barreto.

Pensando principalmente nos desafios enfrentados pelos educadores, a Turnitin vai premiar educadores e instituições das Américas através do Americas Higher Education Awards.

Em busca de práticas inovadoras, o objetivo do prêmio é identificar usos inteligentes das tecnologias Turnitin. E, dessa forma, solucionar os desafios educacionais e compartilhar as grandes ideias e práticas entre a comunidade acadêmica. Seis vencedores receberão US$2.000,00 (R$10.000,00) cada um para doar à instituição de caridade ou para uma bolsa de estudos de sua escolha.

Rodrigo Capelato, Diretor Executivo do Semesp, ressalta que a transição das aulas para o ensino remoto fez as instituições de ensino superior olharem para a frente e avaliarem como as novas tecnologias educacionais podem ser utilizadas para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem.

“Ampliar as abordagens pedagógicas para aprimorar esse processo deve ser a principal preocupação das IES agora. O melhor caminho para garantir a integridade acadêmica é focar no essencial, no aluno e nos docentes, os verdadeiros protagonistas desse processo. A partir disso, uma premiação como o Turnitin Americas Higher Ed. Awards pode desencadear um processo positivo para incentivar as instituições de ensino superior a identificar usos inteligentes e inovadores das tecnologias educacionais para acelerar esse protagonismo”, finaliza.

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