Viajando pelo ES de 2020

Cheguei a São Mateus nesta quarta-feira, 02 de setembro, para participar, em Conceição da Barra, da cerimônia de inauguração do Polo Sal-Químico, que transforma a maior reserva de sal-gema do Brasil em novas riquezas para os capixabas.

A data, por si só, já é emblemática. Há exatos 12 anos começava no Espírito Santo a produção de petróleo na camada Pré-Sal. Um grande marco, como tantos outros que o Estado colocou na linha do tempo da indústria petrolífera brasileira. Não custa recordar, por exemplo, que em águas capixabas foi perfurado o primeiro poço marítimo, aqui mesmo, na costa de São Mateus, em 1968.

Muita coisa evoluiu nessa última década no Espírito Santo, que se consolidou como campeão de qualidade vida no Brasil. O Estado é referência pela distribuição dos frutos do seu progresso, o que é comprovado pelo fato de nenhum capixaba integrar as estatísticas da extrema pobreza, o primeiro estado a lograr este êxito.

A chegada a São Mateus foi pelo aeroporto regional. Do alto, é possível avistar muitos dos empreendimentos que colaboraram para a diversificação da economia e descentralização do desenvolvimento capixaba. Dá para ver indústrias automobilísticas, com seus pátios de carros, e também o novo sistema portuário que funciona no Norte e abre, no Espírito Santo, as portas para o desenvolvimento de todo o Brasil.

Na rua, a visão é de uma cidade vibrante. A juventude circula e movimenta a economia da região que se tornou um reduto de estudantes e jovens profissionais e é referência pela preservação de suas raízes culturais.

Pegando a estrada, mais um marco da evolução capixaba: a BR 101 está duplicada, trazendo mais competitividade para os negócios e segurança para as pessoas.

No evento da sal-gema, encontrei um jovem engenheiro, consultor que presta serviços para diversas empresas do Estado. Ele me reconheceu e veio recordando que nos conhecemos em uma das palestras que fiz na “Semana da Engenharia”, quando eu ainda atuava como secretário de Desenvolvimento no Estado. É bom ver os jovens empreendendo e contribuindo para gerar novas oportunidades em sua terra.

Fui recordando dessa palestra. Nela, apresentei alguns projetos que, muitas vezes, pareciam sonho. Nessa época, tínhamos uma carteira de projetos de mais de R$ 100 bilhões, que era a terceira maior do País (a maior, se considerássemos o investimento por habitante).

Num momento de reflexão, decido ir para o próximo compromisso, no Sul do Estado, por via rodoviária, uma forma de ver mais de perto o desenvolvimento capixaba. E isso já fica evidente nas passagens por Jaguaré e Sooretama, municípios que já contam com importantes empreendimentos em seus distritos industriais.

Passando em Linhares, o comércio e a construção civil saltam aos olhos. O Polo Gás-Químico já está em operação, assim como o aeroporto da cidade. Ao longe, vemos que os ventos que movimentavam nossos ideais de energias limpas e renováveis, agora tocam as pás dos geradores eólicos, fornecendo energia para alimentar novos sonhos.

Uma volta por Colatina revela que a cidade se consolidou como importante polo industrial, com base no vestuário, na área farmacêutica e outras vocações locais. Os platôs foram ocupados por renomadas empresas, como uma grande fábrica de móveis de cozinha. Tudo contribuindo para a diversificação e descentralização econômica, que se reflete em Nova Venécia, Barra de São Francisco, Baixo Guandu e muitas outras localidades.

Pela nova BR-259 chegamos a Ibiraçu, João Neiva e região, onde vemos os reflexos do polo naval capixaba, que nasceu com um grande estaleiro, que opera a plena força em Aracruz. Trabalhadores uniformizados revelam as faces de dezenas de micro e pequenas empresas, importantes fornecedoras de bens e serviços para os grandes empreendimentos.

Chegando à Região Metropolitana, uma das maiores alegrias é ver o Aeroporto e o novo centro de convenções de Vitória. Projetos tão sonhados, que servem de emblema do novo momento capixaba, e geram ainda mais perspectivas para o turismo de lazer e de negócios.
Vemos ao longo de todo o caminho centros de pesquisa e inovação e um estado saudável, próspero, sustentável, seguro, com educação de qualidade e oportunidades para todos. A Grande Vitória é considerada um dos melhores lugares do Brasil para se trabalhar, investir e viver. Aliás, não só a metrópole, porque morar e trabalhar no Espírito Santo como um todo virou sinônimo de qualidade de vida.

Seguindo viagem, cruzamos a BR-262. Agora também duplicada, a rodovia leva muitos turistas às Montanhas Capixabas, terra do agroturismo e do turismo de aventura, que mantém as tradições ítalo-germânicas vivas e que tem seus cafés cada vez mais reconhecidos entre os melhores do mundo.

Ao Sul, já vemos as obras adiantadas da ferrovia Vitória-Rio. Moradores, turistas e trabalhadores circulam de forma harmoniosa, graças à logística mais eficiente. O polo logístico do petróleo movimenta a economia de cidades como Piúma, Itapemirim, Marataízes, entre outras.

Nem é preciso observar muito para ver que toda a região se desenvolveu bastante graças aos projetos implantados, como o porto que opera em Presidente Kennedy. Rio Novo do Sul, Iconha e muitas outras cidades fornecem produtos e serviços para esses empreendimentos, gerando emprego e ampliando o raio de abrangência das oportunidades.

Por todo o caminho, passamos por várias áreas de mata atlântica preservada. Vemos a diversidade de fauna, flora e gente, que sempre foram marcas registradas do Espírito Santo e que harmonizam o desenvolvimento ambiental, econômico e social do Estado.

Chego, então, a Cachoeiro de Itapemirim, para a inauguração de um importante empreendimento, que fortalece o município como principal polo econômico da região e fornecedor de bens e serviços para diversos outros projetos implantados no Sul capixaba.

A cidade recebe muitos turistas do Brasil e do mundo, interessados no mármore e no granito locais, que se transformaram em grifes capixabas, ou nos museus que contam as histórias de Rubem Braga e do rei Roberto Carlos. Mas mantendo as tradições de “capital-secreta” o empreendimento só poderá ser revelado após sua inauguração.

Grande parte desses turistas, empresários e trabalhadores chega pelo aeroporto da cidade, que liga a região a todo o País, transportando pessoas e trazendo desenvolvimento.
E é assim, do alto, onde estão os sonhos dos espiritossantenses, que a nossa viagem continua. E se ela é ficção ou realidade, o trabalho, o empreendedorismo e a confiança dos capixabas, aliados ao tempo, se encarregarão de dizer.

Márcio Félix Carvalho Bezerra
Secretário de Estado de Desenvolvimento do Espírito Santo

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