Orgasmo x Ejaculação

Compartilhe esta notícia

Em primeiro lugar vamos entender o processo da ejaculação no homem, nada mais é do que uma resposta mecânica do corpo, quando ocorrem contrações musculares que provocam a saída do sêmen. O principal objetivo desse processo é a fecundação. E substâncias como dopamina, oxitocina, serotonina, endorfinas entre tantos outros, tem um papel importante nesse processo, tanto no homem como na mulher. Quando há um aumento da frequência respiratória, aumento dos batimentos cardíacos, contrações pélvicas, sensação intensa de bem-estar, é porque bem provavelmente aconteceu o orgasmo. Esse último, por sua vez é o resultado de várias reações físicas e neurofisiológicas, isso explica a sensação intensa de prazer. Mas é válido ressaltar que no caso dos homens, há quem ejacula e não sente o orgasmo (na maioria dos casos, por conta de alterações psicológicas), mas também há homens que atingem o orgasmo, mas não ejaculam (comum com homens submetidos a tratamento cirúrgico para câncer de próstata).

Um homem pode ter mais de uma ejaculação, mas dependendo da idade é bem comum o período de refratário (que varia de pessoa para pessoa, para algumas pessoas é um período desagradável para continuar a atividade sexual). E outro ponto característico da ejaculação masculina, é que algo passível de autocontrole, ela pode ser treinável para se retardar um pouco, aumentando dessa forma o tempo, o desejo e a excitação, consequentemente o prazer. Esse autocontrole, inclusive é uma das técnicas que usamos na psicoterapia para tratar ejaculação precoce (como profissional da área considero precoce quando a ejaculação acontece em até dois minutos após o contato com a vulva e/ou penetração, e episódios recorrentes).

Na mulher, a maioria descreve o orgasmo como contrações involuntárias do útero, algumas sentem isso no canal vaginal e em toda a vulva, ou seja, musculatura profunda do assoalho pélvico e músculos do clitóris. Algumas mulheres percebem também uma emissão de líquidos, durante o orgasmo. Que pode ser o squirting (saída involuntária de líquido produzidos pela glândula de skene, quando a mulher está bastante excitada quase chegando ao orgasmo ou mesmo durante ele, em alguns casos libera um jato com pressão). As glândulas de Skene são glândulas periuretrais pequenas localizadas à borda inferior da uretra distal, e contribuem com a lubrificação vaginal. Nesse processo da ejaculação feminina temos também a participação das glândulas de Bartholin, que estão localizadas no introito vaginal, e secretam muco para a lubrificação da vulva durante o ato sexual.

Para isso acontecer, a mulher deve estar bem relaxada, excitada e com essa região devidamente estimulada. Pode ser com o dedo, língua, pênis, ou qualquer outro objeto. Toda a região fica instantaneamente mais molhada. Ao mesmo tempo os músculos superficiais do assoalho pélvico (músculo clitoridianos) contraem fortemente, aumentando em muito a sensibilidade genital. Estas condições vão favorecer um orgasmo mais intenso e prazeroso.

 

Atenção: Apesar do squirting ter uma perda involuntária de urina na hora da relação vaginal, isso não é a mesma coisa do que ter incontinência urinária e perder urina durante a relação! Mulheres que tem squirting não tem perda urinária em nenhum outro momento, exceto durante a estimulação sexual.

Conhecimento é vida, e sempre tem novidades por aqui, pelo @virginia.pelles e no Canal no YouTube Virginia Pelles. E para maiores informações, eis me aqui, Virginia Pelles https://www.virginiapelles.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *