Clássico da semana: O Hobbit | J.R.R. Tolkien

Toda semana vamos falar aqui no blog de um clássico literário. Vemos muitos (e bons) lançamentos no mercado editorial, mas um clássico tem o seu lugar, não é? Na semana passada faleceu Christopher Tolkien, filho de J.R.R. Tolkien e um dos grandes responsáveis pelas publicações do autor, por isso, escolhi como dica de leitura da semana o icônico O Hobbit. Se você ainda não conhece, vou te dar bons motivos para viajar para a Terra Média ao lado de Bilbo Bolseiro.

Sinopse de O Hobbit

Bilbo bolseiro é um típico hobbit (esses seres de mais ou menos um metro de altura e pés grandes e peludos que você provavelmente conheceu em O Senhor dos Anéis, outro clássico de Tolkien) que fica lá na sua amada tranquilidade até que recebe a visita de Gandalf, um mago que passara pelo Condado para conhecer Bilbo e o convidá-lo para um jornada repleta de aventura ao lado de 13 anões.

Bilbo nem tem muito tempo para pensar, pois logo os primeiros anões começam a chegar na sua toca para a reunião, o que o deixa bem irritado por não entender. A proposta de Gandalf era ousada: enfrentar o dragão Smaug e recuperar o tesouro e a terra do rei Thrain. É a partir daí que, com uma escrita genial e cativante, Tolkien desenrola a história e mostra as dificuldades enfrentadas por Bilbo e os anões para cumprir a jornada.

Tem de tudo pelo caminho: trolls, orcs, wargs, águias, elfos, floresta negra e tudo o que uma boa aventura épica precisa. Isso sem contar no tal Gollum, uma criatura estranha e obcecada por um anel (você já até deve saber qual é, né?). O ápice de O Hobbit se dá quando a turma chega nas montanhas solitárias e acontece a Batalha dos Cinco Exércitos e ainda tem o dragão Smaug pela frente.

Curiosidades sobre O Hobbit

É até difícil pensar como saiu tanta criatividade da cabeça de um homem. Obrigada, Tolkien! Não é para menos que O Hobbit está na lista dos clássicos infanto juvenis mais aclamados de todos os tempos.

O livro chegou às livrarias em setembro de 1937, com apenas 1,5 mil cópias, que se esgotaram em menos de três meses. Mais de 80 anos após o seu lançamento, já foram vendidas mais de 100 milhões de unidades, o que o torna o sexto livro mais comercializado da história.

Ah, e sabe quem foi o primeiro crítico de O Hobbit? C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, outro clássico que amo um tanto. Aliás, Tolkien e Lewis foram grandes amigos! A biografia C. S. Lewis – Do ateísmo às terras de Nárnia, de Alister McGrath, fala bem dessa amizade (depois conto mais sobre essa outra obra!).

Pois bem, se clássico é bom, clássico em edição de colecionador é de tirar o fôlego. A edição que eu tenho de O Hobbit é da editora WMF Martins Fontes, de 2013. A capa é dura e forrada de tecido, com bordados dourados e as páginas, em papel couché, trazem ilustrações de Jemima Catlin. Sem dúvida, uma edição para levar para a vida. Comprei em 2014 e ela custou cerca de R$100, mas é possível encontrar o livro em edições mais simples por R$40.

A verdade é que, seja em qual edição for, ou ainda impresso ou e-book, O Hobbit é um dos livros que precisam ser lidos. E não vem com essa história de que é para o público infanto-juvenil não. Duvido encontrar um adulto que goste de fantasia que não seja apaixonado pela Terra Média!

Aproveita que 2020 ainda está bem no início e inclua essa obra prima na sua lista de leitura deste ano. Me conta o que você achou dessa resenha e das curiosidades de O Hobbit. Te motivei a ler? Espero que sim! Vem ler comigo!

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