Jornalista lança livro sobre vida e lutas da heroína baiana Maria Quitéria de Jesus

Editora: Poligrafia

Páginas: 258

Impresso: R$ 44,99

E-book: R$ 19,61

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O livro “Maria Quitéria – a soldada que conquistou o Império”, da jornalista e escritora Rosa Symanski lançado pela Poligrafia Editora, é resultado de um verdadeiro mergulho de anos em estudos e pesquisas sobre a vida, história e época, dessa que é uma das personagens mais ilustres do século XIX, porém pouco retratada na história do País.

Foi desta imersão que nasceu o romance histórico que apresenta essa saga de Maria Quitéria de Jesus – a heroína da Guerra da Independência, condecorada por D. Pedro I. A autora lembra que essa soldada foi de extrema importância para a libertação do Estado da Bahia do domínio português e para a Independência do Brasil, que em 2022 chega ao seu bicentenário.

A sua vida é retratada por Rosa Symanski com um misto de realidade e ficção, o que enaltece ainda mais o espírito livre e destemido, característica presente em todo o relato histórico sobre esta que é considerada por muitos o maior soldado do País.

À frente do seu tempo, quiçá até da contemporaneidade, a sertaneja do Recôncavo Baiano teve uma vida de lutas. Luta para não seguir o destino que lhe era imposto à época; luta para viver um grande amor e fora dos moldes exigidos pela sociedade; e luta à frente do batalhão de mulheres, que só existiu por sua audácia e coragem.

O prefácio é assinado por Gabriella Esmeralda Aquino Silva, licenciada em filosofia, que faz parte da árvore genealógica de Maria Quitéria, e recentemente fez uma expedição em busca de sua história familiar. A ilustração de capa é de Giorgia Massetani.

Vasculhava a própria mente em busca de respostas sobre o que, em qual momento havia sido determinada essa obediência e temor desmedido em relação ao sexo masculino.

Pensou em Maria Rosa como uma vítima também, pois esta jamais poderia agir como o pai, fazendo sexo com os escravos da fazenda, e nas circunstâncias que levaram a tal acontecimento com Chica. Então, refletiu sobre o destino nefasto dos escravos, das mulheres sem livre arbítrio, e do bebê, seu meio-irmão, que agora aproveitava o momento do colo da mãe presente para se entregar sem tréguas à sucção desvairada, indiferente à existência que o esperava. Ao integrar todos os elos da intrincada corrente, Maria Quitéria sentiu-se completamente vulnerável e incapaz de algum gesto para fazer alguma diferença diante de tanto desespero.

Naquele momento e lugar, palavras de consolo soariam vazias e sem sentido.

Sobre a autora Rosa Symanski

A gaúcha Rosa Symanski é jornalista com mais de 25 anos de profissão, especializada nas áreas de economia e finanças.

 

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